Adoração, relíquias e fé

Adorar a Deus. Eis um desafio constante na vida cristã. Sabemos que a adoração não pode ser de qualquer jeito, mas em espírito e em verdade (João 4.23,24). Mas, será que de fato estamos entendendo o que isso significa? Estamos realmente vivendo em uma época de muitos erros e enganos religiosos. Assim, tal qual a mulher samaritana que não sabia o que realmente adorava, muitos nos dias de hoje estão longe da verdadeira adoração. Para muitos o Espírito Santo continua testificando: "Vós adorais o que não conheceis".

De fato, não há nada de novo debaixo do Sol (Eclesiastes 1.9). A história da humanidade é cíclica. De certa forma, tudo se repete. E uma das coisas que vem se repetindo é a adoração sem conhecimento. Não estamos discutindo a sinceridade ou mesmo o fervor religioso, mas sim a ignorância e falta de sabedoria espiritual. No Antigo Testamento, o povo de Deus já perecia por falta de conhecimento (Oséias 4.6). O texto não se refere aos povos pagãos ou idólatras, mas ao povo de Deus que se encontrava no engano.

É muito fácil olharmos para o passado e apontarmos os erros cometidos. O problema é que temos muita dificuldade de fazermos uma autoavaliação. Ficamos imaginando gerações futuras estudando sobre a nossa época e ficando escandalizadas com os muitos desvios de nossas igrejas. Muito da adoração contemporânea é semelhante à veneração de relíquias e compras de indulgências do período medieval. A adoração de muitos cristãos não é de fato voltada para Deus, mas para objetos "sagrados" que foram "ungidos" por líderes eclesiásticos que "intercedem" pelo povo. Não há uma real fé que descansa, espera e confia em Jesus.

A adoração verdadeira está na dimensão espiritual. Não tem nada a ver com o que é palpável ou pode ser visto. A bênção de Deus não pode ser obtida com recursos materiais ou mecanismos humanos. "Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4.24). E só podemos alcançar essa condição através de Jesus (João 14.6). Somente pela fé em Jesus podemos chegar ao trono da graça para recebermos socorro no momento oportuno (Hebreus 4.16). Não tem nada a ver mesmo com as receitas religiosas inventadas por homens. Só Jesus Cristo cura, liberta e salva.

Quando Jesus disse que a salvação vem dos judeus (João 4.22), Ele estava querendo dizer a respeito de Si mesmo como a fonte de toda bênção espiritual. Havia um debate sobre o verdadeiro lugar de adoração. Para os samaritanos seria no Monte Gerizim e para os judeus em Jerusalém. Podemos perceber que a discussão girava em torno de questões humanas e terrenas. Não se tinha uma autêntica percepção espiritual. Mas, Jesus explicou: "Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai... Mas a hora vem, e agora é..." (João 4.21,23). Por que Jesus disse "agora é"? Porque Ele já tinha vindo ao mundo para realizar uma obra poderosa que derrotaria o pecado e o diabo com todas as suas perversas e tenebrosas obras.

Quando avaliamos a Igreja em todos os tempos, percebemos as mentiras e heresias, exatamente pelo fato do desprezo ou ignorância do poder da mensagem da Cruz. Quando a Igreja perde o foco de Jesus e de Sua obra redentora, perde-se também a visão e o entendimento espiritual. Para o mundo, quando a obra da Cruz não é tida como suficiente, recorre-se ao sal grosso, ao galho de arruda, à água benta etc. Para o evangélico nos dias de hoje, quando a obra da Cruz não é totalmente suficiente, recorre-se aos lenços, às fronhas ou meias "ungidas" por pastores especialmente "ungidos". A bem da verdade, por mais dolorosa que seja, o erro de um é em essência, o mesmo erro do outro. Nada deve substituir a nossa confiança e dependência de tudo o que Jesus é e fez para nos salvar.

A adoração que Deus procura não se encontra em lugar, coisas ou em objetos sagrados e "ungidos", mas, sim, no Messias ou Cristo de Deus, Jesus. Messias é a palavra hebraica que significa ungido. Cristo é a palavra grega que tem o mesmo significado. Falemos claro, não precisamos ficar comprando objetos "ungidos" por homens com as mesmas fraquezas e limitações que nós, pois já foi pago um alto preço na Cruz para que tenhamos o perfeito Ungido de Deus agindo, operando e se manifestando em nós com poder e graça por meio da fé. A graça de Jesus é suficiente. E somente n'Ele encontramos a verdadeira adoração. A adoração que o Pai procura em espírito e em verdade.

Por fim, fique destacado: não basta adorarmos com sinceridade e empenho. De outro modo, poderemos ouvir: "Vós adorais o que não conheceis". Precisamos saber a quem estamos adorando. Conhecendo o evangelho não seremos enganados. "Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo" (Romanos 10.17). Que tenhamos uma fé alicerçada na Palavra de Cristo. Pois todo aquele "que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha" (Mateus 7.24,25). E pela Palavra aprendemos que a Cruz é o novo e vivo caminho. Pela Cruz alcançamos o Céu. Pela cruz obtemos todas as bênçãos de Deus. Estamos verdadeiramente crendo nisso?


Pr. Adriano Xavier Machado



Senhor, ensina-nos a orar

Jesus, um dia os Teus discípulos pediram:
Senhor, ensina-nos a orar.
Esse mesmo pedido ainda fazemos a Ti:
Senhor, ensina-nos a orar.
Não clamamos a Ti uma oração modelo.
Já a temos e ela é perfeita e suficiente.
Mas, Senhor, ensina-nos a orar.
Ensina-nos a orar em todos os momentos,
tempos e estações.
Às vezes, tudo está muito frio,
corações insensíveis e distantes de Ti.
Ensina-nos a orar quando o inverno espiritual
for intenso, cortante e mortal. 

Senhor, ensina-nos a orar. 
Às vezes, tudo está muito colorido.
Na estrada da vida há flores e perfumes.
Mas, Senhor, ensina-nos a orar.

Não queremos ficar distraídos
com o encanto da primavera.
Aqui não é o nosso lugar de descanso.
Temos muito que prosseguir.
Temos muito que caminhar.
Senhor, ensina-nos a orar. 

Às vezes, as nuvens se dissipam,
o céu fica azul e o sol começa a brilhar.
O calor vem e ficamos ardentes para Ti.
Mas, com o calor, vem, também, as chuvas,
enchentes e inundações.
Mas, queremos estar firmes na rocha.

Queremos estar alicerçados na Tua Palavra.
Senhor, ensina-nos a orar.

Na estação dos frutos,
não tenhamos nada do que nos orgulhar,
a não ser em Ti, reconhecendo a Tua graça,
o Teu poder e o Teu amor.
Sim, oh, Deus, precisamos aprender a orar.
Em qualquer lugar, situação ou circunstância.
 

Senhor, ensina-nos a orar!

Pr. Adriano Xavier Machado

O Vício da Maledicência

O vício "é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem" (Wikipédia). Muitos são os tipos de vícios, mas, parece que nada é tão ignorado quanto o vício da maledicência, isto é, o hábito repetitivo de falar mal das pessoas. Alguns gratuita e facilmente gostam de criticar e de ver defeitos nas pessoas e no que elas fazem. São os viciados em falar mal. São homens e mulheres que necessitam de libertação. São homens e mulheres que necessitam de cura espiritual.

A maledicência em um primeiro momento pode trazer satisfação a quem dela faz uso, mas, sempre traz algum tipo de prejuízo para o espírito. A maledicência prejudica também a unidade e a comunhão do Corpo. Nenhum grupo consegue sobreviver com contínuas conversações maldosas e maliciosas. O vício da maledicência traz prejuízo tanto pessoal quanto coletivamente. Por isso o apóstolo Paulo orientava:"Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca" (Colossenses 3.8).

Alguns casos de vícios da maledicência são tão extremos que, os dependentes perdem totalmente a noção. Às vezes, dentro de um ônibus ou trem, em uma fila de banco ou até mesmo em um trabalho qualquer da igreja, começam a falar mal de tudo e de todos. É comum rapazes e moças usando drogas em calçadas ou praças, não é verdade? Eles muitas vezes nem se importam com os transeuntes. Assim, também, são os viciados na maledicência. Falam mal sem se importar com quem está perto. Falam mal perto de crianças, novos convertidos e até de não crentes. 

Sim, tem muitos crentes sem noção, falam mal de qualquer pessoa e perto de qualquer um, porque estão acorrentados pela maledicência. Ignoram a orientação bíblica: "Deixando, pois, toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações" (1 Pedro 2.1). Com certeza, tais viciados também precisam ser amados. Mas, quando não aceitam ajuda e tratamento é melhor manter distância. "E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles" (Romanos 16.17).

É possível ser liberto do vício da maledicência. Segundo alguns estudiosos das ciências humanas, "a nossa predisposição determina a nossa percepção". Assim, tudo é maravilhoso para quem está maravilhosamente bem, tudo é horrível para quem está terrivelmente mal. Decerto, ninguém deve ser ingênuo a ponto de pensar que a vida é como Alice no País das Maravilhas, mas também ninguém deve ser tão cego a ponto de acreditar que a vida se assemelha ao Mito da Caverna de Platão, onde tudo só é escuridão. Com equilíbrio, sabedoria e graça, alcança-se o discernimento adequado. Assim, o que realmente tiver de ser dito, será dito na hora certa, com a pessoa certa e do modo certo, tudo para a honra e a glória do nome de Jesus. Todavia, nada de maledicência. Ficar falando mal dos outros não convém aos filhos de Deus.

Pr. Adriano Xavier Machado

Demonstração de Humildade e Serviço

Em uma cultura como a nossa que valoriza tanto o status social, a posição hierárquica e a capacidade em exercer poder, o que Jesus fez em João 13, ao lavar os pés dos discípulos, é muito estranho. A propósito, para os discípulos também não foi nada simples. Inclusive, Jesus teve que explicar para o apóstolo Pedro: "O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois". O gesto de Jesus só pode ser mesmo absorvido e compreendido com o discernimento espiritual. Onde já se viu, o Senhor se curvar perante os servos? Como pode o Mestre lavar os pés dos discípulos? Jesus responde: "Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns dos outros". 

Jesus nos dá o exemplo de humildade e serviço. O problema é que muitos não querem aprender isso. Pensam que ser um bom líder é apenas estar na frente de algum projeto, em posição de comando e destaque, fazendo somente a parte mais cômoda e desejável. Não conhecem o poder e a graça de servir em todo tempo. Não sabem o que de fato é o Reino de Deus. Naquele momento os discípulos não terem entendido a iniciativa de Jesus, até se justifica, porquanto era algo novo, era algo que eles ainda não tinham visto. Mas, quanto a nós, já sabemos do exemplo de Jesus. Já conhecemos o Seu ensinamento: "Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo"  (Mateus 20.25-27).

O que geralmente tem impedido a postura cristã correta é a busca constante de autoafirmação. Pessoas carentes, que não reconhecem o valor que têm em Cristo, que não entendem o privilégio e a glória do servir com amor, não conseguem se doar sem esperar algo em troca, quer seja atenção, elogio, reconhecimento, carinho, estima etc. É claro que tudo isso é muito sutil. As fraquezas e carências humanas sabem ficar na moita, escondidinhas, só aproveitando as brechas. O problema é que a busca de autoafirmação em uma postura que não seja verdadeiramente o servir no exemplo de Jesus, nunca trará realização, satisfação e alegria. Sempre faltará algo. Apenas fazendo algo para o semelhante no amor e simplicidade de Jesus encontraremos a verdadeira felicidade. Lavando os pés uns dos outros demonstramos o autêntico cristianismo.

O interessante é que Jesus lavou os pés dos discípulos. Ele não lavou as mãos ou a cabeça deles, mas, sim, os pés. É o serviço que ninguém quer fazer. É o serviço menos atraente. É o serviço que não traz reputação. É o serviço que crucifica o orgulho da carne. Se realmente queremos experimentar a maturidade cristã, não podemos fazer só o que gostamos e apreciamos. Temos que estar dispostos a nos humilhar. Esse é o caminho da bem-aventurança. Jesus explica: "Portanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado" (Lucas 14.11). O lavar os pés uns dos outros não é em vão. É o que nos conduz a uma posição de honra no Reino de Deus. Portanto, façamos o melhor uns para com os outros. Façamos o máximo para servirmos uns aos outros.

Não obstante, para lavarmos os pés uns dos outros temos que aprender a considerar os outros superiores a nós mesmos. Vamos confessar, não é o que fazemos na prática, não é verdade? No fundo todos nós valorizamos mais as nossas experiências, os nossos conhecimentos, as nossas ideias, os nossos conceitos etc. Tanto é assim que, a insubmissão a qualquer tipo de autoridade é muito frequente. As pessoas dificilmente aceitam se curvar perante o outro, dificilmente sabem ceder, dificilmente conseguem "engolir sapos". Querem sempre estar por cima, querem sempre deixar a última palavra. Mas, Jesus nos deu o exemplo para que O sigamos. Assim, temos encontrado irmãos e irmãs na fé que aprenderam de fato o evangelho. São pessoas que sabem servir ao próximo como se fosse ao próprio Senhor Jesus. Muitas delas, talvez, nunca serão reconhecidas nesta vida. No entanto, quando o Senhor Jesus voltar, serão plenamente recompensadas. Glórias a Deus eternamente.


Pr. Adriano Xavier Machado

O Amor de Deus é Incondicional

O amor de Deus é incondicional. Isso significa que "não há restrições, não está sujeito a condições, é um estado absoluto, total, pleno, ilimitado". Deus está sempre pronto para amar, pois Ele é amor  (1 João 4:16). Nada pode mudar o Seu caráter, a Sua natureza nem o Seu atributo moral. Ainda que sejamos indiferentes ou infiéis, Ele "permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo" (2 Timóteo 2:13). Por isso, apesar de todas as injustiças, mentiras, malícias e iniquidades da humanidade, Deus continua amando o mundo inteiro (João 3:16). Se o amor de Deus fosse condicional, então o amor d'Ele jamais alcançaria o mundo pagão, idólatra e pecador. Se o amor de Deus fosse condicional, ainda prevaleceria a Lei: "vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé" (Deuteronômio 19:21). Mas, porque o amor de Deus é incondicional, Ele "faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos" (Mateus 5:45). Terrível tragédia seria se o amor de Deus fosse condicional, se dependesse das atitudes, da obediência ou fidelidade do ser humano. Onde estaria a esperança? Como poderíamos ser aceitos por Ele, uma vez que "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23)? Como considerou Salomão: "Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque" (Eclesiastes 7:20). Contudo, por Seu amor puro e perfeito, Deus estabeleceu um plano para a salvação de todos. Sim, Deus nos ama porquanto deseja que O amemos e O obedeçamos em tudo. O Seu amor exige uma resposta. Alguns se voltam para Ele, com arrependimento dos seus pecados, confiando completamente na manifestação da Sua graça em Jesus. Outros, nem se importam, ignoram a obra divina da Cruz. Mas, Deus continua amando. Deus continua trabalhando com misericórdia e graça, movido sempre por Seu amor.  "As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim" (Lamentações 3:22). Aleluia, o amor de Deus é incondicional, nada poderá mudar isso. E é devido a esse amor que, podemos aprender a seguir o caminho do amor. "Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro" (1 João 4:19). Antes de terminar, fazemos questão de lembrar de que este breve texto foi escrito com toda humildade, para que simplesmente prevaleça o gracioso ensino do evangelho de Jesus Cristo. Pois "Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8). Amém.
Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores
Romanos 5:8
Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores
Romanos 5:8Amém.

Pr. Adriano Xavier Machado

Onde está o Céu?

Onde está o Céu? O que fizeram do Céu? Houve um tempo em que a Igreja tinha em seu repertório a mensagem da Cruz e o regozijo antecipado do Céu. Antes apreciávamos canções que diziam algo assim: "Este mundo jamais pode me separar dos valores celestiais que, eu vou receber. Meu tesouro e esperança estão no meu novo lar. Sou herdeiro com Cristo, vou com Ele morar". Hoje podemos ouvir muitas músicas cristãs e não vemos mais o Céu. Sim, sejamos justos, ainda alguns homens e mulheres de Deus se arriscam em composições sacras que lembram da glória celestial, mas fazem parte de um grupo muito reduzido e muitas vezes até sem muita influência no "mercado gospel". Igualmente, em muitas pregações contemporâneas não encontramos mais o Céu. Fala-se de dinheiro, saúde e êxito, mas onde está o Céu? Será que a Igreja não almeja mais as mansões do novo Lar? Será que a Igreja está mais preocupada com as coisas terrenas do que com as celestiais? Se assim for, como então poderemos seguir a instrução de Jesus: "Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam." (Mateus 6:19-20 - ARA)?

Precisamos lembrar que tudo deste mundo é passageiro. Precisamos estar convencidos de que desta vida nada poderemos levar para o Céu, a não ser os tesouros espirituais. Não importa a cor dos nossos olhos, o corte e o penteado que fazemos, a roupa que vestimos, a casa ou o apartamento onde moramos, os títulos que conquistamos, a conta bancária que adquirimos ou qualquer outra coisa nesses termos, nada disso permanecerá quando estivermos face a face com o Senhor Jesus. Se sabemos disso, então, por que na prática não investimos mais no Reino de Deus? Amados, o tempo está próximo. Aceitando isso ou não, cada dia se aproxima o Dia da vinda de Jesus. Por essa ocasião, os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, depois, os que em Cristo estiverem vivos, serão "arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares" (1 Tessalonicenses 4:15-17). Em Cristo Jesus teremos um novo corpo, um novo nome, um novo céu e uma nova terra. Assim, deveríamos lembrar mais com temor e tremor a parábola do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31). Haverá um tempo em que não poderemos fazer mais nada por nossas almas. Este é o tempo para nos acertarmos com Deus e fazermos o devido investimento espiritual. Portanto, não endureçamos o coração com os prazeres da carne e os deleites do mundo. "E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 João 2:17). Que possamos escolher o Céu, amar o Céu e sonhar com o Céu. Lá está o nosso tesouro eterno. Amém.

Pr. Adriano Xavier Machado

Lá Está o Meu Tesouro _ Vencedores Por Cristo

juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares
1 Tessalonicenses 4:17
seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
1 Tessalonicenses 4:17(1Tessalonicenses 4:15-17). Em Cristo Jesus teremos um novo corpo, um novo nome, um novo céu e uma nova terra. Assim, deveríamos lembrar mais com temor e tremor a parábola do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31). Haverá um tempo em que não poderemos fazer mais nada por nossas almas. Este é o tempo para nos acertarmos com Deus e fazermos o devido investimento espiritual. Portanto, não endureçamos o coração com os prazeres da carne e os deleites do mundo. "E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 João 2:17).

"Pai, sou gay"



Encontra-se na internet um vídeo muito visualisado de um jovem militar americano de 21 anos, dizendo por meio de um celular: "Pai, sou gay". 
Convenhamos, não é nada fácil um pai ouvir isso do seu próprio filho. Esse discurso midiático de que o homossexualismo é algo normal e que todos precisam aceitar isso de forma bem natural é conversa "mole" para quem não está tratando a questão com responsabilidade e seriedade. Que pai ou mãe em seu perfeito juízo irá se alegrar com o desvio sexual de seu filho? Em um programa de televisão uma modelo disse: "Eu amo os gays de paixão, mas o meu filho não". Bem diz o ditado popular: "Pimenta nos olhos dos outros é refresco". Com isso vemos que está faltando mesmo muita serenidade e verdade para tratar do assunto. Há muita hipocrisia e apelação. Há muito impulso precipitado nas conclusões e paixão cega nas defesas da prática homossexual. Somos parte de uma geração que avança tanto no aperfeiçoamento tecnológico, mas tão atrasada para tratar dos dilemas humanos. Parece que nunca vimos um mundo tão fraco em suas convicções, em seus valores e em seus princípios como nos dias de hoje. Tudo que "pega onda" nos programas televisivos parece "fazer a cabeça" da maioria da população. Argumentos e discursos baratos são repetidos por uma massa manobrada por um pseudo conhecimento filosófico e científico. E o pior, parece que o grupo maior dessa massa controlada é constituída por pessoas que de fato deveriam demonstrar capacidade de pensamento, análise e raciocínio, ou seja, acadêmicos, professores, psicólogos, jornalistas etc. Assim, vemos homens e mulheres falando do que não entendem e escrevendo sobre assuntos que dominam em parte. Mas, atitudes como essas não são exclusivas de nossa época. Houve um tempo em que estudiosos tentavam justificar certas ações políticas contra os negros afirmando que eles faziam parte de uma "raça inferior". Os nazistas também tentaram usar a ciência para os seus próprios fins de expansão e domínio. E lamentavelmente muitos estão tentando usar a ciência para os seus próprios interesses políticos e mercadológicos, enganando, assim, o povo, iludindo a sociedade com argumentos descabidos, frágeis e sem fundamento. Sim, tem muita gente querendo crescer politicamente e querendo vender os seus livros, filmes, novelas e programas televisivos em cima de um "novo" discurso e de um suposto conhecimento. É certo que devemos combater a intolerância. Ninguém deve promover apedrejamento, espancamento ou fogueira para os que seguem uma orientação sexual diferente. Homofobia jamais. O respeito ao próximo deve prevalecer sempre. No Irã, o homossexualismo é crime combatido com a pena de morte. Um País assim ninguém merece. Mas, já está na hora da sociedade ocidental se posicionar com inteligência e coerência. Essa palavra vai para quem tem ouvidos para ouvir, para quem tem cabeça para pensar: será que há mesmo como justificar o homossexualismo? Um erro jamais deveria ser usado para justificar um outro erro. Não é porque o preconceito e a discriminação precisam ser combatidos que, o homossexualismo tem que ser defendido, apoiado ou ainda promovido. Todavia, algumas séries televisivas, tal como Glee, fazem isso descaradamente, compartilhando uma ideologia patológica e sem qualquer compromisso responsável com os telespectadores, principalmente com os jovens e adolescentes. Ninguém nasce gay. Aliás, o ser humano ou nasce com o sexo masculino ou nasce com o sexo feminino, mas o comportamento masculino ou feminino é algo a ser aprendido. A natureza biológica é herdada, mas o comportamento é adquirido. Se na Coréia do Sul é aceitável rapazes caminharem juntos de mãos dadas, isso no Brasil seria muito estranho. Com esse exemplo fica mais fácil distinguirmos a natureza biológica do comportamento adquirido culturalmente. Em cada sociedade aprendemos o comportamento do homem e o comportamento da mulher. Assim, tradicionalmente a nossa sociedade definiu que roupa azul é para meninos e que roupa rosa é para meninas. Vamos entender que isso é apenas uma herança cultural, mas não biológica. Não é a roupa azul que faz do um menino um menino, nem é a roupa rosa que faz da menina uma menina. Mas, como situar o homossexualismo biologicamente falando? Ah, não pode o caso do hermafrodita servir de argumento. O hermafrodita é um caso totalmente diferente do homossexualismo. O primeiro é devido a uma "má formação embrionária", o segundo é em consequência de um desvio psicológico e comportamental. O homossexualismo não tem nada a ver com a genética nem mesmo como uma necessidade antropológica. Seja em qualquer área do conhecimento, homem e mulher se completam, homem e mulher se ajustam, homem e mulher conseguem cumprir um propósito maior na natureza e na sociedade. Já é do conhecimento de muitos que certa vez Clodovil confessou"Não tenho orgulho de transar com homem". E por quê? Porque todo desvio, quer seja moral, ético, psicológico ou comportamental, não traz mesmo plena realização para o ser humano. O orgulho gay nada mais é do que uma fuga psicológica, um recurso para atenuar os conflitos internos, uma autêntica mentira imposta por quem não tem humildade suficiente para reconhecer as suas fraquezas e necessidades espirituais. No entanto, este breve artigo, embora em certo sentido esteja na contramão do pensamento que prevalece nos meios de comunicação, não vem para julgar nem condenar ninguém. Mas, sim, para estimular um pensamento ou debate que possa servir de apoio para quem reconhece que precisa de ajuda. Não basta a Igreja lutar contra o avanço dos direitos homossexuais.  Embora seja importante, o maior desafio da Igreja não é combater o Projeto de Lei da Câmara 122 de 2006 (PL 122), mas sim deter as trevas do mal que têm cegado o entendimento de muitos. A Igreja tem que aprender a se posicionar com a graça do Senhor para que as palavras de Jesus sejam confirmadas na dinâmica do Reino: "Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores em arrependimento" (Marcos 2.17). Deus nos ajude e ilumine todos os nossos passos para sermos verdadeiros representantes de Cristo na terra com o amor que pode curar a alma do pecador. "E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos..." (Gênesis 1:27,28).


Pr. Adriano Xavier Machado