Ted Williams: uma parábola contemporânea
A história já é conhecida. É notícia no mundo inteiro. O americano Ted Williams literalmente teve "a segunda chance". Por dez anos como morador de rua, de uma hora para outra tornou-se celebridade. O que o fez sair daquela miséria? Um jornalista passava com o seu carro em uma avenida de Columbus, capital do Estado de Ohio, quando o encontrou mendigando com um simples cartaz com os seguintes dizeres: "Eu tenho o dom divino de uma grande voz. Sou um ex-locutor de rádio que caiu em desgraça. Por favor, qualquer ajuda será bem-vinda". A partir daí, a vida de Williams foi transformada. Sua história se tornou conhecida por todos os Estados Unidos, recebendo a oportunidade de recomeçar a sua vida como um grande locutor.
Há muita coisa que podemos aprender com esse fato. Ted Williams representa o nosso fracasso, o nosso buraco, a nossa miséria. Quem nunca caiu? Quem nunca se sentiu derrotado? Quem nunca sofreu como mendigo espiritual? Davi teve essa experiência: "Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim". E essa é também a experiência de todo ser humano. No entanto, não precisamos desistir. Williams não desistiu. Ele preparou um cartaz que confessava três coisas importantes: o dom divino, a sua desgraça e o desejo de ajuda.
Para sairmos da nossa miséria espiritual precisamos fazer uma confissão. Davi teve o seu fracasso, mas não deixou de confessar: "Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal". Nós igualmente precisamos recorrer a esse procedimento. Pois, se "confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". Em outra parte das Escrituras encontramos: "O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia".
Todavia, o que devemos confessar? Ted Williams reconheceu o seguinte dom divino que tinha recebido: "uma grande voz". Davi reconheceu um outro dom divino: a Sua "misericórdia" e "benignidade". Muitas vezes nós não nos aproximamos de Deus com ousadia, porque não temos confiança no Seu amor e na Sua bondade. Sem essa confiança ficamos acomodados, aceitando passivamente toda a nossa tristeza, angústia e derrota.
Ted Williams prosseguiu em sua confissão: "Sou um ex-locutor de rádio que caiu em desgraça". Isso nos faz lembrar a parábola do filho pródigo quando diz: "caindo em si". O filho pródigo reconheceu a sua miséria, a sua rebeldia e o seu pecado. Davi em sua confissão teve a mesma atitude: "crimes de sangue". Quais reconhecimentos precisamos ter? Quais pecados precisamos confessar? Quais são as nossas desgraças morais, éticas ou espirituais que precisamos expor diante do altar de Deus?
Por fim, Ted Williams desejava alguma "ajuda". Ele estava aberto para ser socorrido. Já ouvi dizer que muitos moradores de rua preferem ficar como estão. No entanto, Williams reconhecia: "qualquer ajuda será bem-vinda". Ele não era orgulhoso nem estava satisfeito com a vida que levava. Logo, ele recebeu uma maravilhosa oportunidade. Tornou-se uma celebridade. Teve a chance de recomeçar a vida. Provavelmente ele não esperava por tanto. Mas é sempre assim que funciona: Deus faz "abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos". A Ele toda honra e glória, pois através de Sua misericórdia e benignidade Ele nos dá mais uma chance para recomeçar. De mendigos Ele quer nos fazer príncipes. Ele deseja nos tirar da miséria espiritual para a extraordinária riqueza da Sua graça.
Pr. Adriano Xavier Machado
Há muita coisa que podemos aprender com esse fato. Ted Williams representa o nosso fracasso, o nosso buraco, a nossa miséria. Quem nunca caiu? Quem nunca se sentiu derrotado? Quem nunca sofreu como mendigo espiritual? Davi teve essa experiência: "Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim". E essa é também a experiência de todo ser humano. No entanto, não precisamos desistir. Williams não desistiu. Ele preparou um cartaz que confessava três coisas importantes: o dom divino, a sua desgraça e o desejo de ajuda.
Para sairmos da nossa miséria espiritual precisamos fazer uma confissão. Davi teve o seu fracasso, mas não deixou de confessar: "Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal". Nós igualmente precisamos recorrer a esse procedimento. Pois, se "confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". Em outra parte das Escrituras encontramos: "O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia".
Todavia, o que devemos confessar? Ted Williams reconheceu o seguinte dom divino que tinha recebido: "uma grande voz". Davi reconheceu um outro dom divino: a Sua "misericórdia" e "benignidade". Muitas vezes nós não nos aproximamos de Deus com ousadia, porque não temos confiança no Seu amor e na Sua bondade. Sem essa confiança ficamos acomodados, aceitando passivamente toda a nossa tristeza, angústia e derrota.
Ted Williams prosseguiu em sua confissão: "Sou um ex-locutor de rádio que caiu em desgraça". Isso nos faz lembrar a parábola do filho pródigo quando diz: "caindo em si". O filho pródigo reconheceu a sua miséria, a sua rebeldia e o seu pecado. Davi em sua confissão teve a mesma atitude: "crimes de sangue". Quais reconhecimentos precisamos ter? Quais pecados precisamos confessar? Quais são as nossas desgraças morais, éticas ou espirituais que precisamos expor diante do altar de Deus?
Por fim, Ted Williams desejava alguma "ajuda". Ele estava aberto para ser socorrido. Já ouvi dizer que muitos moradores de rua preferem ficar como estão. No entanto, Williams reconhecia: "qualquer ajuda será bem-vinda". Ele não era orgulhoso nem estava satisfeito com a vida que levava. Logo, ele recebeu uma maravilhosa oportunidade. Tornou-se uma celebridade. Teve a chance de recomeçar a vida. Provavelmente ele não esperava por tanto. Mas é sempre assim que funciona: Deus faz "abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos". A Ele toda honra e glória, pois através de Sua misericórdia e benignidade Ele nos dá mais uma chance para recomeçar. De mendigos Ele quer nos fazer príncipes. Ele deseja nos tirar da miséria espiritual para a extraordinária riqueza da Sua graça.
Pr. Adriano Xavier Machado
Sem exagero material, sem exagero espiritual
A ciência muitas vezes tem procurado ver o ser humano apenas nos limites da matéria. Podemos dizer que seria o exagero material, pois nessa perspectiva não há espaço para aquilo que não possa ser estudado e provado nos laboratórios. Nós como cristãos, por outro lado, reconhecemos que a existência do ser humano só é possível com a sua espiritualidade. Contudo, tal como alguns materialistas, às vezes acabamos tendo uma inclinação um tanto que exagerada e tendenciosa em nossas concepções, sendo que no nosso caso no aspecto teológico, a ponto de praticamente negarmos tudo aquilo que esteja na dimensão terrena, como se fosse mal, pecaminoso e sujo. Assim vemos certos crentes com receio de qualquer abordagem que remeta ao terreno, quer seja sexual, financeiro, físico, cultural, artístico, filosófico, sociológico, intelectual ou acadêmico. Provavelmente foi por isso que Rousseau chegou a conclusão de que o "cristianismo é uma religião inteiramente espiritual, preocupada unicamente com as coisas do céu, não pertencendo a pátria do cristão a este mundo". Que é verdade que a nossa pátria não é deste mundo, Rousseau tem toda razão, mas preocupada unicamente com as coisas do céu, sem dúvida, é uma percepção errada da fé cristã. Ele chegou a dizer que para o cristianismo pouco "importa se tudo vai bem ou mal cá embaixo". O que biblicamente falando não é verdadeiro.
O evangelho de Cristo jamais nos conduz a uma dimensão de indiferença para com o que acontece "cá embaixo". É claro também que o nosso tesouro está no Céu e que a solução para transformar o mundo está no poder do evangelho de Jesus, porém não podemos pensar que a vida terrena seja uma maldição e que por isso não devemos nos importar ou nos interessar pelas coisas desta vida. Lembro-me que quando estava para fazer a faculdade um irmão na fé viu a minha iniciativa com certa dúvida, como se eu estivesse sendo carnal. Aos seus olhos, como ministro do evangelho, eu deveria estudar a Bíblia ou ler livros religiosos e me afastar de qualquer estudo ou atividades que não fossem religiosas, pois de outro modo o meu ministério estaria correndo o risco de ser corrompido. Com certeza, a nossa força e sabedoria na realização da obra de Deus não se encontram em nós mesmos ou em mecanismos meramente humanos, mas no poder e na sabedoria de Deus. Sinceramente eu creio que precisamos desenvolver uma vida de dependência de Deus através do estudo de Sua Palavra e orações incessantes. Mesmo porque a nossa luta não é contra carne ou sangue e, sim, contra as forças espirituais da maldade. Mas isso não significa que temos que ser negligentes quanto aos nossos deveres terrenos. Estamos no mundo como mordomos de Cristo. Portanto, devemos sempre fazer o melhor em tudo para a glória de Deus, seja no espaço eclesiástico, mas também doméstico, profissional, estudantil, desportivo, cívico ou em qualquer outro lugar onde Deus nos colocar. O exagero material nos leva ao ceticismo espiritual, mas, decerto, o exagero espiritual nos leva a uma terrível e trágica alienação social, tal qual os cristãos tessalonicenses que não queriam mais trabalhar porque aguardavam a segunda vinda do Senhor.
Por algum motivo, em certa época da História, a Igreja fez a divisão entre o sacro e o secular. Como se nós tivéssemos dois tipos de vida: uma com Deus e outra no mundo. Nesse tipo de mentalidade a vida com Deus é expressa com liturgias, cultos, estudos bíblicos, evangelização etc. A vida com os homens se expressa no lar, no trabalho, nos estudos, enfim, em atividades que não possuem objetivamente cunho religioso. Esse tipo de entendimento geralmente leva a pessoa a ter um sentimento de culpa quando se está envolvida com alguma atividade que não seja especificamente religiosa. No entanto, precisamos absorver de fato que a vida com Deus se expressa tanto com os motivos religiosos como também com os pormenores do quotidiano. Gostei muito da colocação de Cecil Osborne: "Com Deus, não há categorias, tais como ciência e religião, o sagrado e o profano". Com Deus tudo é santo. Mesmo porque uma vez que estamos unidos a Ele pela fé em Cristo, não iremos fazer o que é contrário ao Seu caráter santo. Por conseguinte, podemos dizer que a vida cristã é uma perfeita harmonia entre o espiritual e o terreno, um maravilhoso equilíbrio com os privilégios do Céu, mas também com os deveres da terra. O exagero espiritual é sinal de ansiedade religiosa, uma espécie de inquietação que não consegue descansar nas promessas e na própria graça de Deus. Não existe problema algum em o crente estudar, trabalhar, casar, cuidar da casa, cortar grama, varrer o quintal, enfim, ter uma vida natural. Com Deus o natural é também espiritual. Com Deus até mesmo as coisas mais simples da vida são modos de adoração e louvor a Deus. Com Deus, como reconhece Osborne, "todo aspecto da vida é sagrado". Só para lembrarmos rapidamente, Billy Graham formou-se em Antropologia e foi poderosamente usado por Deus como um grande evangelista internacional. Philip Yancey se formou em Jornalismo e Deus o tem usado como um excelente escritor evangélico. David Livingstone era formado em medicina e Deus o usou extraordinariamente como missionário na África. George Washington Carver foi usado por Deus como um brilhante cientista. E Deus tem usado muitos outros de diversas formas, de muitas maneiras. "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10:31).
Pr. Adriano Xavier Machado
O evangelho de Cristo jamais nos conduz a uma dimensão de indiferença para com o que acontece "cá embaixo". É claro também que o nosso tesouro está no Céu e que a solução para transformar o mundo está no poder do evangelho de Jesus, porém não podemos pensar que a vida terrena seja uma maldição e que por isso não devemos nos importar ou nos interessar pelas coisas desta vida. Lembro-me que quando estava para fazer a faculdade um irmão na fé viu a minha iniciativa com certa dúvida, como se eu estivesse sendo carnal. Aos seus olhos, como ministro do evangelho, eu deveria estudar a Bíblia ou ler livros religiosos e me afastar de qualquer estudo ou atividades que não fossem religiosas, pois de outro modo o meu ministério estaria correndo o risco de ser corrompido. Com certeza, a nossa força e sabedoria na realização da obra de Deus não se encontram em nós mesmos ou em mecanismos meramente humanos, mas no poder e na sabedoria de Deus. Sinceramente eu creio que precisamos desenvolver uma vida de dependência de Deus através do estudo de Sua Palavra e orações incessantes. Mesmo porque a nossa luta não é contra carne ou sangue e, sim, contra as forças espirituais da maldade. Mas isso não significa que temos que ser negligentes quanto aos nossos deveres terrenos. Estamos no mundo como mordomos de Cristo. Portanto, devemos sempre fazer o melhor em tudo para a glória de Deus, seja no espaço eclesiástico, mas também doméstico, profissional, estudantil, desportivo, cívico ou em qualquer outro lugar onde Deus nos colocar. O exagero material nos leva ao ceticismo espiritual, mas, decerto, o exagero espiritual nos leva a uma terrível e trágica alienação social, tal qual os cristãos tessalonicenses que não queriam mais trabalhar porque aguardavam a segunda vinda do Senhor.
Por algum motivo, em certa época da História, a Igreja fez a divisão entre o sacro e o secular. Como se nós tivéssemos dois tipos de vida: uma com Deus e outra no mundo. Nesse tipo de mentalidade a vida com Deus é expressa com liturgias, cultos, estudos bíblicos, evangelização etc. A vida com os homens se expressa no lar, no trabalho, nos estudos, enfim, em atividades que não possuem objetivamente cunho religioso. Esse tipo de entendimento geralmente leva a pessoa a ter um sentimento de culpa quando se está envolvida com alguma atividade que não seja especificamente religiosa. No entanto, precisamos absorver de fato que a vida com Deus se expressa tanto com os motivos religiosos como também com os pormenores do quotidiano. Gostei muito da colocação de Cecil Osborne: "Com Deus, não há categorias, tais como ciência e religião, o sagrado e o profano". Com Deus tudo é santo. Mesmo porque uma vez que estamos unidos a Ele pela fé em Cristo, não iremos fazer o que é contrário ao Seu caráter santo. Por conseguinte, podemos dizer que a vida cristã é uma perfeita harmonia entre o espiritual e o terreno, um maravilhoso equilíbrio com os privilégios do Céu, mas também com os deveres da terra. O exagero espiritual é sinal de ansiedade religiosa, uma espécie de inquietação que não consegue descansar nas promessas e na própria graça de Deus. Não existe problema algum em o crente estudar, trabalhar, casar, cuidar da casa, cortar grama, varrer o quintal, enfim, ter uma vida natural. Com Deus o natural é também espiritual. Com Deus até mesmo as coisas mais simples da vida são modos de adoração e louvor a Deus. Com Deus, como reconhece Osborne, "todo aspecto da vida é sagrado". Só para lembrarmos rapidamente, Billy Graham formou-se em Antropologia e foi poderosamente usado por Deus como um grande evangelista internacional. Philip Yancey se formou em Jornalismo e Deus o tem usado como um excelente escritor evangélico. David Livingstone era formado em medicina e Deus o usou extraordinariamente como missionário na África. George Washington Carver foi usado por Deus como um brilhante cientista. E Deus tem usado muitos outros de diversas formas, de muitas maneiras. "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10:31).
Pr. Adriano Xavier Machado
2011
Fogos de artifício iluminando e colorindo os céus das cidades. Abraços, sorrisos, saudações e músicas marcando a passagem de mais um novo ano. 2011 chegou. É como se estivéssemos diante de mais um amanhecer: o sol vai se levantando lenta e suavemente com muitas promessas. E o nosso coração se regozija com a possibilidade de sonhos e desejos realizados. Mas, apesar de todo brilho, expectativas e projetos estabelecidos, devemos lembrar: "As pessoas podem fazer os seus planos, porém é o SENHOR Deus quem dá a última palavra" (Provérbios 16:1). Assim é porquanto Deus sabe o que é melhor para nós. Nem tudo o que pensamos e queremos é na verdade o melhor. E Ele como o nosso amado Pai "que está no céu, dará coisas boas" aos seus filhos (Mateus 7:11). Por isso o apóstolo Paulo compreendia que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2). Portanto, não precisamos ter medo em confiar a Deus tudo aquilo que está no nosso coração. Por Ele saber o que é o melhor, Ele sempre fará o melhor por nós.
Quando olho para o ano que passou, chego a conclusão de que no Senhor tive muitas vitórias. Estou sinceramente agradecido por tudo o que Ele fez. O Senhor me cercou com a Sua fidelidade. E por saber que em Deus não há sombra de variação, por saber que Ele sempre é o mesmo, por saber que Ele me ama continuamente e a Sua misericórdia não tem fim, posso aceitar tranquilamente a Sua "última palavra". No despertar de um novo ano tenho os meus planos. Como um ser que pensa e sonha tenho os meus projetos. Mas eu sei em quem tenho crido, sei quem é o meu Senhor, Ele é sempre o Deus de amor que "dá a última palavra" no perfeito e supremo amor. Então, entrego o meu caminho ao Senhor, confiando que Ele fará o melhor. Nessa confiança prossigo. Nessa esperança deixo o seguinte testemunho das Escrituras: "Peça a Deus que abençoe os seus planos, e eles darão certo" (Provérbios 16:3). "O Senhor Deus é bom. Em tempos difíceis, ele salva o seu povo e cuida dos que procuram a sua proteção" (Naum 1:7). "Lembre de Deus em tudo o que você fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo" (Provérbios 3:6).
Pr. Adriano Xavier Machado
Quando olho para o ano que passou, chego a conclusão de que no Senhor tive muitas vitórias. Estou sinceramente agradecido por tudo o que Ele fez. O Senhor me cercou com a Sua fidelidade. E por saber que em Deus não há sombra de variação, por saber que Ele sempre é o mesmo, por saber que Ele me ama continuamente e a Sua misericórdia não tem fim, posso aceitar tranquilamente a Sua "última palavra". No despertar de um novo ano tenho os meus planos. Como um ser que pensa e sonha tenho os meus projetos. Mas eu sei em quem tenho crido, sei quem é o meu Senhor, Ele é sempre o Deus de amor que "dá a última palavra" no perfeito e supremo amor. Então, entrego o meu caminho ao Senhor, confiando que Ele fará o melhor. Nessa confiança prossigo. Nessa esperança deixo o seguinte testemunho das Escrituras: "Peça a Deus que abençoe os seus planos, e eles darão certo" (Provérbios 16:3). "O Senhor Deus é bom. Em tempos difíceis, ele salva o seu povo e cuida dos que procuram a sua proteção" (Naum 1:7). "Lembre de Deus em tudo o que você fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo" (Provérbios 3:6).
Pr. Adriano Xavier Machado
O Evangelho e a Ação Social
Certa vez, quando acontecia "uma festa dos judeus", o Mestre "subiu para Jerusalém". Quando, então, teve a oportunidade de ver "um homem enfermo" que já tinha "trinta e oito anos" naquela situação. Por ter se sensibilizado com o homem, o Senhor perguntou-lhe: "Queres ser curado?". Jesus poderia ter seguido o seu caminho, mas Ele teve compaixão, parou por um instante e deu início a uma breve conversação. Jesus doou um pouco do Seu tempo, da Sua atenção e do Seu amor para com aquele homem que necessitava tanto de cura física quanto da cura espiritual. Foi nesse contexto que Jesus disse: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também". Assim, Ele fez, porquanto estava sendo questionado pelo fato de ter curado uma pessoa no dia de sábado. Para alguns judeus religiosos a guarda do sétimo dia era mais importante do que o bem de uma pessoa. E o que temos a aprender com essa história?
Primeiro, Jesus nos ensina de modo prático que apesar de Seu enfoque maior ser a salvação de almas, Ele não negligenciava as necessidades físicas das pessoas. Veja que Jesus só entrou em assuntos espirituais com aquele homem mais "tarde" quando "o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior". Em um mundo tão cheio de pessoas necessitadas, penso que deveríamos estar mais atentos a esse procedimento de Jesus. Algumas vezes devemos ser diretos na evangelização, mas, em outros momentos devemos procurar atender de imediato as necessidades físicas das pessoas. Não estaremos sendo contraditórios em nossa missão se pararmos por um pouco e dermos atenção a quem está carente em termos materiais ou físicos.
Segundo, Jesus não foi agressivo no Seu atendimento. Ele perguntou ao homem se desejava ser curado. É verdade que quando Ele entrou no templo e ali encontrou vendedores e, não, adoradores, Ele se posicionou de modo enérgico. Mas para com quem estava debilitado, para com quem necessitava de cuidados e atenção, Jesus demonstrou apenas compaixão. Lamentavelmente, em muitos momentos tem faltado esse discernimento nos obreiros, pregadores e na Igreja do Senhor de um modo geral. E assim temos visto cristãos esmagando a "cana quebrada", acabando de massacrar quem já estava doente, frágil e necessitado. Há tempo de repreender, mas há tempo de meramente atender. Há tempo de ser profeta, mas há tempo de ser apenas sacerdote. Há "tempo de rasgar e tempo de coser". A sabedoria está em conseguir perceber qual é o tempo de agir e falar segundo a exigência do momento.
Terceiro, Jesus sabia perfeitamente separar o que era primordial do que era secundário. Lógico que para Jesus vivendo em uma cultura judaica o sábado era importante, mas não tão importante quanto fazer o bem para uma pessoa. Ele mesmo disse: "O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado". Desse modo Jesus não permitiu que o sábado fosse uma algema religiosa escravocrata. Mas, quantas vezes temos tido o discernimento para distinguir o que de fato é essencial e o que é secundário? Quantas vezes temos valorizado muito mais os dogmas do que as pessoas? Quantas vezes ficamos de tal modo presos com correntes religiosas que literalmente ignoramos, desprezamos e ficamos indiferentes para com as necessidades das pessoas? Quantas vezes estamos sendo semelhantes ao levita e ao sacerdote da parábola do bom samaritano que, passaram de "largo", não querendo se comprometer, não querendo se arriscar, não querendo ajudar?
Quarto, Jesus entendeu que o que tinha feito com o homem enfermo era obra de Deus. Quando Ele disse: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também", estava dizendo que o que fazia estava em sintonia e harmonia com a obra de Deus. O Pai trabalhava e Ele trabalhava igualmente. Jesus confirma: "Em verdade, em verdade vos digo que o filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz". E o que Jesus tinha feito? Até, então, curado o homem. Jesus, portanto, estava dizendo em outras palavras que aquilo que Ele tinha feito na vida daquele homem, trazendo-lhe cura em um dia de sábado, era obra de Deus. Atender as necessidades físicas das pessoas é também obra de Deus. "Bem-aventurado o que acode ao necessitado".
Em quinto e último lugar, Jesus procurava fazer uma obra completa na vida das pessoas. Ele não só se limitou ao bem-estar físico do homem enfermo, trazendo-lhe cura. Aliás, a cura física serviu de preparação para a cura espiritual. Essa sim, é a cura eterna e que prepara as almas para o glorioso Dia da vinda do Senhor Jesus quando, então, Ele vai reinar para todo o sempre. Sendo seguidores de Cristo, sabemos que o evangelho tem o enfoque para a salvação de almas. Jesus mesmo disse que tinha vindo ao mundo para buscar e salvar o que se havia perdido. Ele disse também que o seu Reino não era desse mundo. Todo o Seu empenho, portanto, foi na direção da salvação de vidas, o que exigiu a Sua morte na Cruz. No entanto, fique claro, que Jesus nunca foi indiferente para com os oprimidos, para com os necessitados, pobres, enfermos ou injustiçados. O problema é como Igreja apenas nos limitarmos ao atendimento espiritual, fazendo de conta que não temos nada a ver com os problemas desse mundo. O que é um grande equívoco, pois Jesus nos ensina que quando damos de comer a quem tem fome, água para quem tem sede, hospedagem para quem está desabrigado, vestimenta para quem está nu e até mesmo quando damos um pouco do nosso tempo e atenção para quem está enfermo ou preso, estamos fazendo tudo isso para Ele mesmo. Por conseguinte, na fé em Cristo Jesus toda ação social da Igreja é na verdade ação cristã, a obra do evangelho encarnado, o evangelho vivo e transformador.
Pr. Adriano Xavier Machado
Primeiro, Jesus nos ensina de modo prático que apesar de Seu enfoque maior ser a salvação de almas, Ele não negligenciava as necessidades físicas das pessoas. Veja que Jesus só entrou em assuntos espirituais com aquele homem mais "tarde" quando "o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior". Em um mundo tão cheio de pessoas necessitadas, penso que deveríamos estar mais atentos a esse procedimento de Jesus. Algumas vezes devemos ser diretos na evangelização, mas, em outros momentos devemos procurar atender de imediato as necessidades físicas das pessoas. Não estaremos sendo contraditórios em nossa missão se pararmos por um pouco e dermos atenção a quem está carente em termos materiais ou físicos.
Segundo, Jesus não foi agressivo no Seu atendimento. Ele perguntou ao homem se desejava ser curado. É verdade que quando Ele entrou no templo e ali encontrou vendedores e, não, adoradores, Ele se posicionou de modo enérgico. Mas para com quem estava debilitado, para com quem necessitava de cuidados e atenção, Jesus demonstrou apenas compaixão. Lamentavelmente, em muitos momentos tem faltado esse discernimento nos obreiros, pregadores e na Igreja do Senhor de um modo geral. E assim temos visto cristãos esmagando a "cana quebrada", acabando de massacrar quem já estava doente, frágil e necessitado. Há tempo de repreender, mas há tempo de meramente atender. Há tempo de ser profeta, mas há tempo de ser apenas sacerdote. Há "tempo de rasgar e tempo de coser". A sabedoria está em conseguir perceber qual é o tempo de agir e falar segundo a exigência do momento.
Terceiro, Jesus sabia perfeitamente separar o que era primordial do que era secundário. Lógico que para Jesus vivendo em uma cultura judaica o sábado era importante, mas não tão importante quanto fazer o bem para uma pessoa. Ele mesmo disse: "O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado". Desse modo Jesus não permitiu que o sábado fosse uma algema religiosa escravocrata. Mas, quantas vezes temos tido o discernimento para distinguir o que de fato é essencial e o que é secundário? Quantas vezes temos valorizado muito mais os dogmas do que as pessoas? Quantas vezes ficamos de tal modo presos com correntes religiosas que literalmente ignoramos, desprezamos e ficamos indiferentes para com as necessidades das pessoas? Quantas vezes estamos sendo semelhantes ao levita e ao sacerdote da parábola do bom samaritano que, passaram de "largo", não querendo se comprometer, não querendo se arriscar, não querendo ajudar?
Quarto, Jesus entendeu que o que tinha feito com o homem enfermo era obra de Deus. Quando Ele disse: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também", estava dizendo que o que fazia estava em sintonia e harmonia com a obra de Deus. O Pai trabalhava e Ele trabalhava igualmente. Jesus confirma: "Em verdade, em verdade vos digo que o filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz". E o que Jesus tinha feito? Até, então, curado o homem. Jesus, portanto, estava dizendo em outras palavras que aquilo que Ele tinha feito na vida daquele homem, trazendo-lhe cura em um dia de sábado, era obra de Deus. Atender as necessidades físicas das pessoas é também obra de Deus. "Bem-aventurado o que acode ao necessitado".
Em quinto e último lugar, Jesus procurava fazer uma obra completa na vida das pessoas. Ele não só se limitou ao bem-estar físico do homem enfermo, trazendo-lhe cura. Aliás, a cura física serviu de preparação para a cura espiritual. Essa sim, é a cura eterna e que prepara as almas para o glorioso Dia da vinda do Senhor Jesus quando, então, Ele vai reinar para todo o sempre. Sendo seguidores de Cristo, sabemos que o evangelho tem o enfoque para a salvação de almas. Jesus mesmo disse que tinha vindo ao mundo para buscar e salvar o que se havia perdido. Ele disse também que o seu Reino não era desse mundo. Todo o Seu empenho, portanto, foi na direção da salvação de vidas, o que exigiu a Sua morte na Cruz. No entanto, fique claro, que Jesus nunca foi indiferente para com os oprimidos, para com os necessitados, pobres, enfermos ou injustiçados. O problema é como Igreja apenas nos limitarmos ao atendimento espiritual, fazendo de conta que não temos nada a ver com os problemas desse mundo. O que é um grande equívoco, pois Jesus nos ensina que quando damos de comer a quem tem fome, água para quem tem sede, hospedagem para quem está desabrigado, vestimenta para quem está nu e até mesmo quando damos um pouco do nosso tempo e atenção para quem está enfermo ou preso, estamos fazendo tudo isso para Ele mesmo. Por conseguinte, na fé em Cristo Jesus toda ação social da Igreja é na verdade ação cristã, a obra do evangelho encarnado, o evangelho vivo e transformador.
Pr. Adriano Xavier Machado
A Verdadeira História de Natal
Quando criança acreditava em Papai Noel. Colocava os meus sapatos embaixo da cama e quando acordava já ia direto pegar o meu presente. Uma noite na véspera de Natal perguntei aos meus pais como que aquele velhinho de roupas vermelhas conseguia entrar na nossa casa. Como não tínhamos se quer uma lareira ou chaminé eles diziam que era pelo buraco da fechadura da porta da sala, rsrsrs. Algumas vezes tentei ficar acordado para poder encontrá-lo. O tempo passou, cresci e descobri que o Natal não tinha nada a ver com o que eu tinha aprendido, mas com uma criança na manjedoura, uma criança de mãe virgem, uma criança que veio ao mundo para trazer esperança e paz aos homens. Devido a interesses comerciais e aos apegos fantasiosos da humanidade, o Natal tem sido divulgado como se fosse uma mera festividade cultural com pinheiros enfeitados, troca de presentes ou de uma mesa farta de guloseimas e bebidas. Por isso, acredito que nunca é demais lembrarmos da verdadeira história de Natal.
Em primeiro lugar a história de Natal é o amor de Deus revelado. "Porque Deus amou ao mundo". Isso significa que Ele ama a cada criatura humana. Ele ama a mim e a você. Mas perceba que muitos cristãos não se sentem amados. Talvez por terem sofrido injustiças, abandonos, abusos ou tantos outros padecimentos que vivem como se fossem eternos rejeitados. Sim, até podemos dizer que somos rejeitados no mundo, mas em Cristo somos aceitos no Céu. E quando somos aceitos no Céu, o Senhor tem um compromisso conosco. Ele sara as nossas feridas. Ele limpa o nosso coração. Ele transforma as nossas vidas. Com tão grandioso amor, penso que não deveríamos viver com uma atitude ou sentimento de autocomiseração. Antes devemos nos alegrar e confiar em Seu grandioso e poderoso amor.
Segundo, a história de Natal é o Presente de Deus para a humanidade. Esse Presente é o Seu próprio Filho Jesus, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito". Deus presenteou a humanidade com o que o Céu tinha de melhor. Mas será que temos reconhecido isso? Será que temos de fato valorizado esse Presente? Lembro-me que quando criança o entusiasmo pelo presente recebido logo passava. Nos primeiros dias lá estava eu de um lado para outro brincando com o carrinho ou outro brinquedo qualquer. Depois de alguns dias perdia o encantamento pelo presente. Infelizmente, no terreno espiritual muitos já perderam o entusiasmo por Jesus. Muitos não o consideram mais como um Presente novo que traz renovo e sentido para as nossas vidas. É como se Ele fosse um presente velho, antiquado e sem graça. Mas apesar de ser antes de nós, apesar de sua eternidade, Ele nunca envelhece e nunca perde o brilho e a beleza de Sua glória. Ele continua sendo o melhor Presente que alguém possa receber e desfrutar.
Terceiro, a história de Natal trata de uma esperança. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça". O Natal só passa a ter o verdadeiro sentido na nossa vida, quando o recebemos como Senhor e Salvador. Os pastores que estavam no campo e tiveram uma visão maravilhosa de anjos, foram informados: "é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor". Na manjedoura não se encontrava uma criança qualquer. Embora o seu "berço" e o seu "aposento" de nascimento tenham sido muito simples, ali estava o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. E porque Ele veio podemos ter esperança. "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome". O Natal trata de uma boa notícia para toda a humanidade: em Jesus há salvação. Em Jesus temos esperança.
E em quarto lugar, a história de Natal não tem fim. É uma história que foi escrita para a eternidade. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". É verdade que um dia não iremos mais elaborar presépios, enfeitar árvores e o melhor, nunca mais a fantasia do Papai Noel tentará concorrer com a realidade de Jesus. Tudo será novo, "novo céu e nova terra". Mas, o resultado da vinda de Jesus ao mundo ainda continuará fazendo a diferença. Pessoas "de todas as nações, tribos, povos e línguas", estarão "diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas", engrandecendo e adorando ao Senhor: "Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação". Aleluia, o que Jesus fez por nós não tem fim. Jesus disse: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entrará em juízo, mas passou da morte para a vida".
Nesse Natal podemos visitar amigos e parentes, receber e dar presentes, preparar uma saborosa ceia e enfeitar a casa com arranjos apropriados da época, mas o verdadeiro sentido dessa celebração é o amor de Deus em nossas vidas, é Jesus Cristo no coração e não em uma manjedoura, é a esperança do evangelho renovando as nossas forças e a segurança da vida eterna com Deus. Vamos proclamar essa mensagem. Vamos dar testemunho do plano de Deus. Vamos celebrar o que temos conhecido em Jesus. Não precisamos depender do brilho das lâmpadas da cidade nem das cores das lojas enfeitadas. Não precisamos de fantasias nem de lendas que não nos ajudarão em nada. Pelo evangelho conhecemos a verdadeira história de Natal. Ela pode ser simples, mas é a única que é poderosa para trazer salvação a todos os homens.
Pr. Adriano Xavier Machado
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