Testemunhando

A realização de um sonho. A concretização de um projeto. Em certo sentido é assim que eu me sinto: conquistando um objetivo pessoal e ministerial ao ter em mãos o meu primeiro livro.


Eu tinha apenas 18 anos de idade quando li um livro evangélico. Foi tão marcante na minha vida que desejei escrever algo que também abençoasse e transformasse vidas. Então, comecei a seguir a “carreira” de leitor. Visitava as livrarias como se estivesse indo a um shopping. Devorava livros como uma criança se delicia com um doce, uma bala ou um sorvete. O meu desejo era aprender mais de Jesus. Queria crescer na Sua graça. Queria conhecer mais profundamente a verdade da Sua Palavra. E queria também estar devidamente preparado para o ministério. Cada livro que tinha em mãos, para mim não era apenas mais um livro. Parecia de fato que eu estava diante de uma pessoa ouvindo as experiências e os ensinos que tivera com Deus. Cada livro que adquiria era uma oportunidade para “ouvir” um irmão ou uma irmã em Cristo dando testemunho do poder de Deus.


Enfim, alguém me emprestou uma máquina de datilografar. Datilografei as primeiras páginas. Ao perceber um erro passava o corretivo. Que lambança!!! Quando não tinha jeito, amassava a folha. Jogava-a no lixo. Comprava mais papel. E quanto papel jogado fora!!!


Depois consegui comprar uma máquina elétrica. Ótimo! Agora já não era mais uma máquina emprestada. Eu tinha a minha máquina. Uma máquina para brincar com as palavras. Uma máquina para registrar os pensamentos. Uma máquina para dar testemunho do poder de Deus. Mas, embora fosse uma máquina elétrica, ainda assim continuava sendo uma máquina de datilografar. Continuava usando corretivos e amassando papéis. Dei uma pausa. Resolvi esperar. Tinha que comprar um computador.


Passava em frente de algumas lojas e via o preço estampado. Na época os preços eram elevados.


“Quando Senhor vou ter o meu computador? Tu sabes, eu amo escrever”.


E Deus olha o nosso coração. Ele sabe o que queremos fazer para Sua glória. Ele sabe quando queremos servi-Lo em espírito e em verdade.


Um dia me vi com dinheiro suficiente para comprar um computador. Nem pensei duas vezes.Fui logo para uma loja de informática. O que eu queria era escrever. Eu queria ser um instrumento de Deus para abençoar vidas com livros, com mensagens impressas, com textos que pudessem dar testemunho do amor, da graça e da majestade de Deus.


Vinte e dois anos se passaram. Deus tem o Seu tempo. Ele estabelece a hora certa. Ele realiza tudo no Seu devido momento. E ontem foi o lançamento do meu livro Conquistando as Alturas com Deus. Foi lindo! Foi um momento de testemunho da soberania e misericórdia divina. A Igreja estava alegre. A família agradecida. E eu, glorificando o nome santo do Senhor.


Deus é bom! Deus é fiel! Deus é tremendo! 

"Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre" (Salmos 136:1).


Pr. Adriano Xavier Machado






2010

Mais um ano se inicia. Um fica e outro vem. Um se despede e outro acolhe. O que passou já era. O que começa promete. É exatamente assim todos os anos: “Adeus ano velho. Feliz ano novo”. Adeus ano velho? O ano que passou já era? Não! Não é bem assim. Não são os fogos de artifício que interrompem um enredo. Não são os votos de felicidade que apagam tudo o que aconteceu. Shows, eventos, programas, festas, roupas ou qualquer outra coisa que marque o momento da passagem do ano são apenas rituais simbólicos. Não mudam nada. O que determina o que seremos ou teremos amanhã é o que fazemos hoje. Ou o que fizemos ontem.

2010 é um prosseguimento de 2009. É um prolongamento de uma semeadura. Azeda ou doce? Depende. Depende daquilo que semeamos. Depende daquilo que plantamos. Particularmente, quando olho para trás tenho a minha consciência tranquila. Fiz a minha parte. Cumpri com o meu dever. Não quero dizer que em todo tempo fui perfeito, que em todo tempo acertei. Mas, o que me veio às mãos fiz conforme as minhas forças. E agora? Agora quero colher. Agora quero saborear. Agora quero compartilhar a minha colheita. Quero dividir com quem não tem ou com quem tem pouco. Na verdade, até com quem tem muito, pois é melhor dar do que receber.

Tenho aprendido que nada está isolado. Tudo depende de uma sequência de fatores. Tudo está de algum modo interligado. Como diz a Palavra de Deus: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). Portanto, 2010 depende de 2009. Vai ser 10 para quem estudou, para quem se preparou, para quem trabalhou, para quem, acima de tudo, colocou a sua vida no Altar de Deus. É óbvio que para alguns vai ser apenas um começo. Não necessariamente uma colheita, mas um espalhar de sementes. Sementes que vão dar esperança. Sementes que irão acalentar um sonho. Sementes que farão promessas ao coração. Mas ainda assim, até mesmo as sementes não serão o resultado de uma descontinuidade histórica. Lembrando mais uma vez: nada está isolado. Tudo depende de uma sequência de fatores. Tudo está de algum modo interligado. Sendo assim, acredito que essa deve ser a nossa constante oração: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios” (Salmos 90:12).

Esse é o segredo: saber contar os dias. Saber como usar os dias. Saber aproveitar cada dia que Deus nos concede para alcançarmos corações sábios. Afinal, vamos colher amanhã o que plantamos hoje. Pode até vir uma seca. Uma tempestade. Uma enchente. Um vendaval. Até mesmo pragas na horta. Não importa. O que semearmos na presença do Senhor, nada nem ninguém poderá destruir. Então, caminhemos com essa segurança: “Tu és a minha esperança” (Salmos 39:7). O que faz um ano ser bom é o cultivo do coração com a graça de Jesus e o discernimento do Espírito.

Semeie hoje e colha amanhã.

Pr. Adriano Xavier Machado

NATAL

Para nós cristãos todo dia é Natal. Pois todo dia Jesus tem lugar no nosso coração. Todo dia Ele nasce em nossas vidas. Quando Maria "deu à luz a seu filho primogênito", ela "envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem" (Lucas 2:7).

Esteja bem atento a essa passagem bíblica. O texto nos indica claramente que não havia lugar para o Messias prometido. Não havia lugar para o Rei dos reis. Não havia lugar para o Senhor dos senhores. Não havia, enfim, lugar para o Salvador de nossas almas. Então, Maria o deitou numa manjedoura, num recipiente de pedra onde o gado poderia se alimentar. Não precisamos forçar muito as nossas mentes para entendermos que a manjedoura não era o lugar apropriado para um recém-nascido, para um bebê, quanto mais para o Príncipe da Paz. Ele merecia algo melhor, algo mais digno e honroso. Mas ainda, assim, Ele veio.

Por ocasião do Seu nascimento, mesmo sabendo que seria deitado num lugar simples e humilde, Jesus veio ao mundo. Ele se humilhou. Ele abriu mão da Sua posição de Rei. Sendo rico se fez pobre por amor de nós. E qual tem sido a nossa resposta? Será que por Ele estamos dispostos a passar por uma "manjedoura"? Estamos dispostos a pagar um preço por Jesus? Pelo Senhor temos coragem de abrir mão da nossa posição social, do nosso conforto ou mesmo bens a fim de fazermos a Sua vontade? Pelo Reino de Deus renunciaremos tudo o que temos? Que possamos aprender o que é vida cristã com o exemplo do nosso Mestre. Então entenderemos o sentido do Natal.

Pr. Adriano Xavier Machado