Onde está o Céu?

Onde está o Céu? O que fizeram do Céu? Houve um tempo em que a Igreja tinha em seu repertório a mensagem da Cruz e o regozijo antecipado do Céu. Antes apreciávamos canções que diziam algo assim: "Este mundo jamais pode me separar dos valores celestiais que, eu vou receber. Meu tesouro e esperança estão no meu novo lar. Sou herdeiro com Cristo, vou com Ele morar". Hoje podemos ouvir muitas músicas cristãs e não vemos mais o Céu. Sim, sejamos justos, ainda alguns homens e mulheres de Deus se arriscam em composições sacras que lembram da glória celestial, mas fazem parte de um grupo muito reduzido e muitas vezes até sem muita influência no "mercado gospel". Igualmente, em muitas pregações contemporâneas não encontramos mais o Céu. Fala-se de dinheiro, saúde e êxito, mas onde está o Céu? Será que a Igreja não almeja mais as mansões do novo Lar? Será que a Igreja está mais preocupada com as coisas terrenas do que com as celestiais? Se assim for, como então poderemos seguir a instrução de Jesus: "Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam." (Mateus 6:19-20 - ARA)?

Precisamos lembrar que tudo deste mundo é passageiro. Precisamos estar convencidos de que desta vida nada poderemos levar para o Céu, a não ser os tesouros espirituais. Não importa a cor dos nossos olhos, o corte e o penteado que fazemos, a roupa que vestimos, a casa ou o apartamento onde moramos, os títulos que conquistamos, a conta bancária que adquirimos ou qualquer outra coisa nesses termos, nada disso permanecerá quando estivermos face a face com o Senhor Jesus. Se sabemos disso, então, por que na prática não investimos mais no Reino de Deus? Amados, o tempo está próximo. Aceitando isso ou não, cada dia se aproxima o Dia da vinda de Jesus. Por essa ocasião, os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, depois, os que em Cristo estiverem vivos, serão "arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares" (1 Tessalonicenses 4:15-17). Em Cristo Jesus teremos um novo corpo, um novo nome, um novo céu e uma nova terra. Assim, deveríamos lembrar mais com temor e tremor a parábola do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31). Haverá um tempo em que não poderemos fazer mais nada por nossas almas. Este é o tempo para nos acertarmos com Deus e fazermos o devido investimento espiritual. Portanto, não endureçamos o coração com os prazeres da carne e os deleites do mundo. "E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 João 2:17). Que possamos escolher o Céu, amar o Céu e sonhar com o Céu. Lá está o nosso tesouro eterno. Amém.

Pr. Adriano Xavier Machado

Lá Está o Meu Tesouro _ Vencedores Por Cristo

juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares
1 Tessalonicenses 4:17
seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
1 Tessalonicenses 4:17(1Tessalonicenses 4:15-17). Em Cristo Jesus teremos um novo corpo, um novo nome, um novo céu e uma nova terra. Assim, deveríamos lembrar mais com temor e tremor a parábola do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31). Haverá um tempo em que não poderemos fazer mais nada por nossas almas. Este é o tempo para nos acertarmos com Deus e fazermos o devido investimento espiritual. Portanto, não endureçamos o coração com os prazeres da carne e os deleites do mundo. "E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 João 2:17).

"Pai, sou gay"



Encontra-se na internet um vídeo muito visualisado de um jovem militar americano de 21 anos, dizendo por meio de um celular: "Pai, sou gay". 
Convenhamos, não é nada fácil um pai ouvir isso do seu próprio filho. Esse discurso midiático de que o homossexualismo é algo normal e que todos precisam aceitar isso de forma bem natural é conversa "mole" para quem não está tratando a questão com responsabilidade e seriedade. Que pai ou mãe em seu perfeito juízo irá se alegrar com o desvio sexual de seu filho? Em um programa de televisão uma modelo disse: "Eu amo os gays de paixão, mas o meu filho não". Bem diz o ditado popular: "Pimenta nos olhos dos outros é refresco". Com isso vemos que está faltando mesmo muita serenidade e verdade para tratar do assunto. Há muita hipocrisia e apelação. Há muito impulso precipitado nas conclusões e paixão cega nas defesas da prática homossexual. Somos parte de uma geração que avança tanto no aperfeiçoamento tecnológico, mas tão atrasada para tratar dos dilemas humanos. Parece que nunca vimos um mundo tão fraco em suas convicções, em seus valores e em seus princípios como nos dias de hoje. Tudo que "pega onda" nos programas televisivos parece "fazer a cabeça" da maioria da população. Argumentos e discursos baratos são repetidos por uma massa manobrada por um pseudo conhecimento filosófico e científico. E o pior, parece que o grupo maior dessa massa controlada é constituída por pessoas que de fato deveriam demonstrar capacidade de pensamento, análise e raciocínio, ou seja, acadêmicos, professores, psicólogos, jornalistas etc. Assim, vemos homens e mulheres falando do que não entendem e escrevendo sobre assuntos que dominam em parte. Mas, atitudes como essas não são exclusivas de nossa época. Houve um tempo em que estudiosos tentavam justificar certas ações políticas contra os negros afirmando que eles faziam parte de uma "raça inferior". Os nazistas também tentaram usar a ciência para os seus próprios fins de expansão e domínio. E lamentavelmente muitos estão tentando usar a ciência para os seus próprios interesses políticos e mercadológicos, enganando, assim, o povo, iludindo a sociedade com argumentos descabidos, frágeis e sem fundamento. Sim, tem muita gente querendo crescer politicamente e querendo vender os seus livros, filmes, novelas e programas televisivos em cima de um "novo" discurso e de um suposto conhecimento. É certo que devemos combater a intolerância. Ninguém deve promover apedrejamento, espancamento ou fogueira para os que seguem uma orientação sexual diferente. Homofobia jamais. O respeito ao próximo deve prevalecer sempre. No Irã, o homossexualismo é crime combatido com a pena de morte. Um País assim ninguém merece. Mas, já está na hora da sociedade ocidental se posicionar com inteligência e coerência. Essa palavra vai para quem tem ouvidos para ouvir, para quem tem cabeça para pensar: será que há mesmo como justificar o homossexualismo? Um erro jamais deveria ser usado para justificar um outro erro. Não é porque o preconceito e a discriminação precisam ser combatidos que, o homossexualismo tem que ser defendido, apoiado ou ainda promovido. Todavia, algumas séries televisivas, tal como Glee, fazem isso descaradamente, compartilhando uma ideologia patológica e sem qualquer compromisso responsável com os telespectadores, principalmente com os jovens e adolescentes. Ninguém nasce gay. Aliás, o ser humano ou nasce com o sexo masculino ou nasce com o sexo feminino, mas o comportamento masculino ou feminino é algo a ser aprendido. A natureza biológica é herdada, mas o comportamento é adquirido. Se na Coréia do Sul é aceitável rapazes caminharem juntos de mãos dadas, isso no Brasil seria muito estranho. Com esse exemplo fica mais fácil distinguirmos a natureza biológica do comportamento adquirido culturalmente. Em cada sociedade aprendemos o comportamento do homem e o comportamento da mulher. Assim, tradicionalmente a nossa sociedade definiu que roupa azul é para meninos e que roupa rosa é para meninas. Vamos entender que isso é apenas uma herança cultural, mas não biológica. Não é a roupa azul que faz do um menino um menino, nem é a roupa rosa que faz da menina uma menina. Mas, como situar o homossexualismo biologicamente falando? Ah, não pode o caso do hermafrodita servir de argumento. O hermafrodita é um caso totalmente diferente do homossexualismo. O primeiro é devido a uma "má formação embrionária", o segundo é em consequência de um desvio psicológico e comportamental. O homossexualismo não tem nada a ver com a genética nem mesmo como uma necessidade antropológica. Seja em qualquer área do conhecimento, homem e mulher se completam, homem e mulher se ajustam, homem e mulher conseguem cumprir um propósito maior na natureza e na sociedade. Já é do conhecimento de muitos que certa vez Clodovil confessou"Não tenho orgulho de transar com homem". E por quê? Porque todo desvio, quer seja moral, ético, psicológico ou comportamental, não traz mesmo plena realização para o ser humano. O orgulho gay nada mais é do que uma fuga psicológica, um recurso para atenuar os conflitos internos, uma autêntica mentira imposta por quem não tem humildade suficiente para reconhecer as suas fraquezas e necessidades espirituais. No entanto, este breve artigo, embora em certo sentido esteja na contramão do pensamento que prevalece nos meios de comunicação, não vem para julgar nem condenar ninguém. Mas, sim, para estimular um pensamento ou debate que possa servir de apoio para quem reconhece que precisa de ajuda. Não basta a Igreja lutar contra o avanço dos direitos homossexuais.  Embora seja importante, o maior desafio da Igreja não é combater o Projeto de Lei da Câmara 122 de 2006 (PL 122), mas sim deter as trevas do mal que têm cegado o entendimento de muitos. A Igreja tem que aprender a se posicionar com a graça do Senhor para que as palavras de Jesus sejam confirmadas na dinâmica do Reino: "Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores em arrependimento" (Marcos 2.17). Deus nos ajude e ilumine todos os nossos passos para sermos verdadeiros representantes de Cristo na terra com o amor que pode curar a alma do pecador. "E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos..." (Gênesis 1:27,28).


Pr. Adriano Xavier Machado    

Teologia da Saúde e Teologia da Cruz


Quando lemos os evangelhos, ficamos maravilhados quando Jesus demonstrava sua autoridade quer seja sobre a natureza, os espíritos demoníacos e ainda sobre toda espécie de enfermidade. Jesus curou leprosos, deu visão aos cegos e fez com que paralíticos andassem. Não precisamos ter nenhuma dúvida quanto ao ministério de cura de Jesus.  No entanto, muitos acabam confundindo as coisas. Assim, temos em voga a Teologia da Saúde que afirma que o crente não fica doente ou que Deus irá curar toda doença ao que responde com fé. Será assim mesmo? O que a Bíblia tem a nos ensinar? 

Um texto muito usado pelos "evangelistas" da saúde é o de Isaías 53.4: "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si". Em nenhum momento questionamos o ensino da Palavra de Deus. Mas, será que estamos compreendendo mesmo o que o texto está dizendo? Será que a Bíblia está dizendo que Jesus irá curar as enfermidades de todos os crentes? O que o profeta registrou, certamente se confirmou. Jesus operou sinais e maravilhas durante o Seu ministério terreno. Não significa que Ele tenha curado a todos de sua época. No evangelho de Marcos encontramos uma indicação disso: "E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades " (1.34). O texto fala de muitos e não de todos. O que queremos dizer é que Jesus cura, mas não significa que Ele irá curar a todos.

Passeando um pouco pelo Novo Testamento encontramos Epafrodito, a quem o apóstolo Paulo reconheceu:"irmão e cooperador, e companheiro nos combates" (Filipenses 2.25). A esse mesmo servo de Deus, Paulo testificou:  "E de fato esteve doente, e quase à morte" (Filipenses 2.27). Epafrodito ficou doente mesmo sendo cristão, mas segundo o propósito divino Ele foi depois curado. Passeando mais um pouco pelo Novo Testamento encontramos Timóteo, a quem o apóstolo Paulo recomendou para que bebesse um pouco de vinho por causa de seu estômago e de suas "frequentes enfermidades" (1 Timóteo 5.23). Já de Timóteo não se fala de cura, mas sim de tratamento e cuidados com a saúde, pois constantemente ficava debilitado fisicamente. Se continuarmos com esse passeio, logo encontraremos Trófimo, companheiro do apóstolo Paulo, que se encontrava "doente em Mileto" (2 Timóteo 4.20).  Ah, podemos citar mais um exemplo. O próprio apóstolo Paulo: "Embora a minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém; pelo contrário, receberam-me como se eu fosse um anjo de Deus, como próprio Cristo Jesus" (Gálatas 4.14 - NVI). Se o cristão não pode ficar doente, como então explicar tais passagens?

Quando pensamos na Teologia da Cruz, entendemos que Jesus levou sobre si todos os nossos pecados. Isso não significa que não iremos deixar de pecar, pelo menos enquanto não tivermos um corpo glorificado. O pecado habita em nós (Romanos 7.17, 20). Contudo, o pecado não tem mais domínio sobre o nosso viver (Romanos 6.14). Fomos verdadeiramente libertos (João 8.36). Se os "evangelistas" da saúde usassem o mesmo princípio de interpretação, então ficaria mais ou menos assim: na Cruz Jesus leva sobre si todos os nossos pecados e maldições, mas não significa que não iremos pecar mais, como também não significa que nunca mais ficaremos doentes. No entanto, está garantido. Um dia teremos um novo corpo, sem pecado, sem maldição ou enfermidade. Então, por fim, seremos semelhantes a Jesus. Veremos que nesse dia "não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas" (Apocalipse 21.4).

Pr. Adriano Xavier Machado

Espiritualidade e Intelectualidade


No meio cristão, ainda muitos pensam que há uma dualidade incompatível entre o espírito e a mente. Imaginam, ainda que subjetivamente, que todo o investimento no espírito é bom, mas que o uso da mente é algo que corrompe a fé. Quantas vezes já ouvimos: "a letra mata". Ouvimos isso de pessoas que não entenderam o sentido e o contexto bíblico e que tentam justificar o afastamento do raciocínio, acreditando que assim poderão crescer mais espiritualmente. Então, tudo o que diz respeito à intelectualidade é negligenciado. Todavia, quando nos reportamos para a Palavra de Deus, podemos perceber que uma coisa não deve eximir a outra. Jesus falando sobre o resumo da Lei, indicou que devemos amar a Deus tanto com a nossa alma quanto com o nosso entendimento. Em outros termos, o uso do raciocínio também é exigido. Por que é assim? Porque Deus nos criou como seres capazes de usar a imaginação, o pensamento e a criatividade. Não somos como um computador que apenas recebe e repassa informações, sem de fato interpretar, analisar, considerar ou entender. O computador pode até estar correto em tudo o que nos informa, mas a inteligência não é dele mesmo, mas do homem que o formatou e projetou. Não somos máquinas. Não somos robôs. Somos seres criados à imagem e semelhança de Deus. Quem apenas reproduz informações sem pensar, está desprezando a capacidade e o dom que Deus lhe deu. O apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo, desafiou-o: "Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino" (1 Timóteo 4.16). O cuidado era com a sua vida e com a doutrina do evangelho. Timóteo não deveria ser imprudente com sua maneira de viver nem com a razão de sua fé. Pois de outro modo seria uma presa fácil do engano, da mentira e das heresias. Portanto, cresçamos na fé e na graça de Cristo Jesus para que tenhamos uma vida segundo a vontade de Deus, mas também, tenhamos ousadia para fazermos uso do pensamento, da mente, aprendendo sempre a verdadeira doutrina do evangelho, pois só assim poderemos conhecer e praticar o culto racional (Romanos 12.1). Espiritualidade e intelectualidade podem perfeitamente caminhar de mãos dadas para a glória do Senhor.

Pr. Adriano Xavier Machado

Escolhido Sim! Capacitado Sim!

Dou início a esta reflexão com temor e misericórdia. Mas penso que seja necessária. Cada vez mais estou convencido de que para servir ao Senhor, não basta coração, é preciso estar preparado. Sei que muitas pessoas não gostam de ouvir esse discurso, principalmente aqueles que adoram repetir: "Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos". Sinceramente, esse pensamento é muito mal compreendido. Ser escolhido por Deus é uma coisa. Para ser escolhido não precisa ser capacitado, mas para fazer a obra do Senhor é preciso mesmo de capacitação. Os apóstolos tiveram três anos de preparação com o próprio Senhor Jesus e só então receberam o mandamento: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16.15). Assim, podemos perceber que não basta ser escolhido, é preciso ser capacitado.

Infelizmente, muitos que desejam servir ao Senhor, acabam fazendo estragos nas igrejas e às vezes até em comunidades inteiras. A Igreja de Jerusalém, segundo o livro de Atos, caía na graça do povo (Atos 2.47). A ação do Espírito Santo era tão poderosa, o compromisso com a doutrina dos apóstolos era tão intensa e a comunhão tão evidente que, toda a comunidade não cristã ficava maravilhada, impactada. Mas alguns ministérios nos dias de hoje, por onde passam, não deixam um bom testemunho do evangelho de Cristo.Em vez de graça, o rastro é de desgraça. Não digo que haja má fé em muitos desses obreiros e ministérios. Em muitos casos é falta de um devido preparo para o serviço do Senhor. O pior é que depois vem as perseguições, os problemas, as críticas e situações contrárias, e o diabo é quem leva a culpa.

Ah, Jesus tenha misericórdia do Seu povo. Ilumine o nosso entendimento com a Sua Palavra. Dai-nos verdadeiro discernimento espiritual. Capacita-nos com o Espírito Santo para fazermos a Sua obra segundo a Sua vontade. Livra-nos de toda preguiça mental. Que possamos ter sabedoria dos altos céus. Que possamos compreender que maldito é aquele que faz a obra do Senhor relaxadamente (Jeremias 48.10). Que possamos fazer a obra com amor e compromisso. Em nome de Jesus, amém. Escolhido sim, mas, também capacitado.

Pr. Adriano Xavier Machado

Comunhão: o melhor método de crescimento da Igreja

Comunhão. Estar em comum acordo. Não significa ter as mesmas ideias, as mesmas opiniões ou formular os mesmos conceitos. Mas é a capacidade de chegar a um resultado que seja proveitoso para todos, como Corpo do Senhor Jesus Cristo, considerando que temos um só Senhor, uma só fé e um só batismo (Efésios 4.5). Matthew Henry já dizia: "O homem é feito para a sociedade, e os cristãos, para a comunhão dos santos". Mas, para isso é preciso humildade, é preciso saber ceder, é preciso saber abrir mão, é preciso saber construir com cada tijolo de pensamento que é oferecido, e que em nada prejudica o objetivo do Reino. Em uma construção cada tijolo assentado é importante, assim é cada membro do Corpo com suas sugestões e considerações. Ninguém pode ser descartado, ninguém pode ser desvalorizado, ninguém pode ser esquecido. Um pensador já dizia que "em todo homem há algo que eu posso aprender com ele, e nisso sou seu discípulo". É verdade, sempre podemos aprender algo com alguém. Ninguém é um poço totalmente vazio, sem nada a oferecer, sem nada a contribuir. Uma querida ovelha escreveu em seu blog uma importante mensagem sobre intolerância quando esteve destacando que quando falta disposição para "ouvir e aceitar opiniões opostas, quando não há flexibilidade quanto ao gosto ou vontade do outro, a comunhão e a unidade correm um sério risco" *. Assim sendo, o progresso de um projeto, de um trabalho, depende do empenho e da colaboração de todos, mesmo havendo diferenças. "Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos". (1 Coríntios 12.4-6). Apesar da diversidade de dons, de ministérios e de operações, o Senhor é o mesmo. E isso já basta para vivermos em comunhão. Comunhão é o segredo. Comunhão é a resposta para o sucesso da obra do Senhor. "E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar" (Atos 2.46,47). Portanto, que não percamos a oportunidade de estarmos juntos, de mãos dadas, cooperando, incentivando e amando em Cristo Jesus. Que o Espírito Santo nos ajude a viver a autêntica comunhão cristã. 


Pr. Adriano Xavier Machado


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Humildade: a graciosidade do amor

O amor tem muitas cores, muitas facetas e, consequentemente, muita beleza para ser apreciada. Mas, nada se compara com a graciosidade de sua humildade. Por isso que o apóstolo Paulo assegura que o amor não é soberbo (1 Coríntios 13.4). Aliás, não há nada que cega, prejudica e corrompe tanto, quanto o pecado do orgulho. Como resumiu Agostinho de Hipona, "o orgulho é a fonte de todas as fraquezas, porque é a fonte de todos os vícios".

Se o orgulho é a fonte de todas as fraquezas e vícios, não precisamos ter dúvidas de que a humildade é a fonte de todas as virtudes e bênçãos do Alto. "A recompensa da humildade e do temor do Senhor são a riqueza, a honra e a vida" (Provérbios 22.4). "O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra" (Provérbios 15.33). É com humildade que desfrutamos das maravilhas do Senhor.

Mas é também com humildade que conseguimos viver melhor os nossos relacionamentos interpessoais. Não há comunhão, amizade, namoro ou casamento bem-sucedidos sem essa graciosidade do amor. Sem humildade só enxergamos defeito na vida das pessoas, pois nos sentimos melhores e superiores aos outros, o que não tem nada a ver com o exemplo bíblico. Como o apóstolo Paulo orientou: "Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos" (Filipenses 2.3). 

Portanto, se queremos de fato viver o verdadeiro amor cristão, não podemos caminhar na trilha da arrogância. Em tudo dependemos da graça de Deus. Nada conseguimos ser ou fazer por nós mesmos. No seu orgulho, Nabucodonosor disse: "Acaso não é esta a grande Babilônia que eu construí como capital do meu reino, com o meu enorme poder e para a glória da minha majestade?". Deus o repreendeu por isso. Nabucodonosor  perdeu o seu trono e foi expulso do seu palácio. Passou a viver como um louco em meio aos animais. Mas depois de humilhado, aprendeu e reconheceu: "Agora eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos. E ele tem poder para humilhar aqueles que vivem em arrogância" (Daniel 4.30,37). Deus nos abençoe com a humildade, a graciosidade do amor.

Pr. Adriano Xavier Machado