Mais do que nunca tenho escutado sobre avivamento. Visito algumas igrejas e escuto sobre o tema. Entro em algumas livrarias e encontro materiais voltados para esse assunto. Ouço alguns cânticos espirituais e percebo o desejo por essa grande obra do Reino de Deus. Mas pergunto: será que estamos entendendo o que é avivamento?
Tenho a impressão de que muitos não entendem nada a respeito dessa obra espiritual. Por isso há muito discurso e pouca experiência. Há muita informação e pouca transformação. Há muitos livros, há muita pregação e muita música sobre avivamento, mas muitas pessoas continuam vazias, sem poder na oração, sem poder no testemunho cristão, sem poder para vencer o pecado. É triste, mas cada vez mais a igreja está parecida com o mundo.
Exagero da minha parte? Então, converse com os jovens e você perceberá que muitos deles se envergonham da virgindade, de carregar a Bíblia publicamente e de proclamar o nome de Jesus. Converse também com pessoas adultas e você descobrirá que muitas acham normal e natural a pornografia das novelas e filmes cinematográficos. Não há consciência profunda de pecado. Não há discernimento sobre a importância da santidade.
Precisamos de avivamento. Mas, que tipo de avivamento? Daquele que o Homem quer ou daquele que Deus deseja? Daquele que glorifica o "ego" ou daquele que crucifica o "eu"? Daquele que traz conforto material ou daquele que tem uma cruz? Sim, precisamos urgentemente de avivamento. Precisamos do avivamento de Deus. Precisamos do avivamento que crucifica. Precisamos do avivamento que aponta para a cruz de Cristo Jesus. Em João 1:4,5 diz: "Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam".
O avivamento que precisamos é Cristo Jesus. Nele encontramos a vida abundante, vida com propósito, vida eterna com Deus. Em Jesus temos a vida que é luz para as nossas almas, luz para os nossos ministérios, luz para o mundo. Jesus é a resposta de Deus para os homens. Porém, quem está em trevas do pecado não consegue compreender a glória e a majestade de Jesus. E sem essa compreensão não há autêntico avivamento. Se você, portanto, deseja o avivamento que salva e transforma vidas, viva a vida de Jesus, tal como o apóstolo Paulo: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2:20). Assim, vem a luz do avivamento de Deus.
Pr. Adriano Xavier Machado
Ação Humanitária - FolhaSete
Matéria Publicada pelo Jornal FolhaSete
03 de Julho de 2010 - 05:51
Iniciativa ímpar, mobilização singular, uma grande demonstração de humanidade e solidariedade, pouco comum nos dias atuais.
Esta foi a impressão de quem acompanhou a visita das 30 pessoas vindas de Oklahoma, nos Estados Unidos, a Seara, através de intercâmbio com a Igreja Batista. Pessoas de diferentes idades e ofícios chegaram no último sábado à noite. Dentre os compromissos, a missão de evangelizar, que significa difundir as boas novas, levar uma palavra de fé e esperança às famílias.
Os americanos também reservaram um tempo para compartilhar experiências, trocar informações e viabilizar a construção da nova sede da Igreja Batista, na rua Herculano Zanuzzo, 1138. Para isso, colocaram a mão na massa. Fizeram doações de óculos de leitura e participaram de atividades culturais. Se despediram de Seara ontem. Em entrevista ao FolhaSete, o pastor americano Paul Kersh justificou a visita declarando que “viemos ajudar a comunidade, ministrar a palavra de Deus, servir de forma social e também auxiliar nos trabalhos da construção do novo templo”. A comitiva trouxe 500 óculos de leitura para dar a pessoas carentes. No Brasil, esse projeto acontece há 20 anos. Com relação à impressão de Seara, o pastor afirmou que “Seara é uma cidade linda, limpa e organizada. As pessoas muito simpáticas”. Assegurou que as características da população searaense são muito parecidas com as de Oklahoma. Encerrou informando que, em sua cidade, a missão é basicamente a mesma desempenhada em Seara. “Ajudar as pessoas e ministrar a palavra de Deus”. Deixou uma mensagem aos searaeses. “Jesus morreu por cada um de nós. Que Ele ama cada morador de Seara”.
Experiência
O professor-doutor em Biologia de Oklahoma, Keith Martin, integrante da comitiva, declarou que esta é a quinta viagem ao Brasil. “Eu venho ao país porque, como cristãos, somos chamados a servir Jesus Cristo, e a melhor maneira de fazer isto é servindo aos outros. Por isso, deixamos nossas férias lá, porque ganhamos muitas alegrias”.
O Evangelho e a Cultura
Todo comportamento é adquirido socialmente. O que envolve observação, imitação e repetição. Ninguém nasce com um padrão de comportamento já definido biologicamente. Franz Boas em "Antropologia Cultural" assegura: "qualquer tentativa de explicar as formas culturais numa base puramente biológica está fadada ao fracasso". (1) Por exemplo, temos na culinária brasileira um grupo de pessoas que come feijão preto e outro que come feijão branco. Geralmente quem foi ensinado a comer feijão preto sempre vai almoçar ou jantar com o feijão preto. Por outro lado, provavelmente quem foi habituado a comer feijão branco não dispensará do seu cardápio o feijão branco. Por que isso? Isso acontece por causa de um fenômeno cultural que indica tanto objetiva quanto subjetivamente que determinado tipo de alimento deve fazer parte de nossas refeições. A atitude se repete culturalmente, e, não, por causa da genética, biologia ou geografia. Dependendo da influência cultural que envolve uma pessoa, o que não pode faltar na hora da refeição é o macarrão ou a mandioca ou o peixe etc. (2) Logo, fica visível que muito do que pensamos e fazemos é apenas uma reprodução daquilo que nos é ensinado socialmente dentro de um contexto cultural específico. Roque de Barros Laraia em "Cultura: um conceito antropológico" explica com uma visão antropológica: "O homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado. Ele é um herdeiro de um longo processo acumulativo, que reflete o conhecimento e a experiência adquiridas pelas numerosas gerações que o antecederam". (3) Mas o que isso tem a ver com o cristianismo? Por que esse assunto deve despertar o nosso interesse?
O tema proposto é importante para nos ajudar a distinguir o que é o evangelho e o que são elementos culturais. Para começarmos a caminhada nessa direção, destacamos que o evangelho vem de Cristo Jesus, a cultura vem de um determinado grupo social. O evangelho é do Céu, a cultura é da terra. O evangelho é o mesmo em todo lugar, a cultura é diversificada. O evangelho é eterno e imutável, a cultura pode ser modificada com o tempo ou ainda mesmo morrer com a extinção de um determinado povo. O evangelho produz vida espiritual, a cultura simplesmente faz parte da vida humana. O evangelho pode influenciar uma cultura, mas a cultura jamais deve influenciar o evangelho. Jesus no seu tempo viveu como um judeu, não como um grego, romano ou chinês. Ele se fez carne e cresceu segundo os costumes do seu povo. Usou a mesma vestimenta, aprendeu a mesma língua, teve a mesma pele, enfim, viveu como um judeu. No entanto, sendo Ele próprio o evangelho encarnado, não ficou amarrado ou sufocado por sua cultura. Ele viveu a cultura judaica até o ponto de não prejudicar a sua missão, o seu caráter e a sua intimidade com o Pai. É isso que precisamos aprender nos dias de hoje. Howard A. Snyder comenta: "A Bíblia apresenta a Igreja no meio da cultura, lutando para ser fiel, mas algumas vezes corrompida por alianças, contrárias à sua natureza, com o paganismo e o legalismo judaico. Na Bíblia o lado terreno e o lado celeste da Igreja se encaixam perfeitamente dentro de um todo e não nos deixam com duas igrejas incompatíveis ou com uma ideia da Igreja dividida em dois níveis diferentes". (4)
A Igreja luta para ser fiel, mas, às vezes, é corrompida pela cultura. Por isso temos visto em igrejas manifestações culturais sendo consideradas como algo integrante ao evangelho de Cristo, corrompendo, assim, o próprio evangelho de Cristo. Tais manifestações culturais, muitas vezes, originam-se no próprio grupo eclesiástico ou denominação religiosa. O bater palmas, por exemplo, trata-se do evangelho ou de uma questão cultural? Os instrumentos que são usados dentro de uma igreja local dizem respeito ao evangelho ou a uma cultura própria de uma determinada região, povo ou nação? Pense nos diversos grupos étnicos espalhados na terra e tente responder por você mesmo essas perguntas. Decerto, em alguns lugares o bater palmas durante um culto não seria muito bem aceito. Por outro lado, em alguns lugares seria a coisa mais certa a fazer. Com relação aos instrumentos, então, teríamos inúmeras considerações, devido a diversidade de instrumentos musicais dos muitos povos. Nessa variedade de expressões artísticas e musicais quem estaria certo? Aqui vale lembrarmos o que o escritor francês Michel Eyquem de Montaigne afirmou: "cada qual considera bárbaro o que não se pratica na sua terra." Parafraseando o pensador francês, cada crente acha estranho o que não se pratica em sua própria igreja ou denominação religiosa. Por isso há muita intolerância no ambiente eclesiástico. Quem não pensa igual é descartado. Quem não presta culto com um mesmo modelo litúrgico é desprezado. Isso vem se repetindo constantemente, pois na prática ainda não aprendemos o que disse Michel de Montaigne: "A qualidade mais universal é a diversidade."
Obviamente que uma prática ou um costume contrário ao ensino do evangelho tem que ser rejeitado. O evangelho não aceita a prostituição cultual, a poligamia, a adoração de ídolos, o suicídio ritual, o infanticídio de gêmeos e todas as práticas culturais que entram em choque com a vontade de Deus. No entanto, precisamos estar cientes que há certos valores culturais que não ferem os princípios do evangelho, que não prejudicam a nossa espiritualidade e que não fazem nenhuma diferença em relação ao Reino. Por conseguinte, não precisamos criar barreiras para a comunhão cristã com esses grupos diferentes, muitas vezes até mesmo de uma mesma denominação religiosa. Para estarmos unidos não precisamos ser iguais. Alguém já disse que "unidade não é uniformidade". Aliás, a própria unidade se explica com a diversidade. Apesar de sermos muitos, em Cristo somos um em propósito, fé, amor e santidade. Em Cristo as diferenças se completam. Em meio a uma grande diversidade de valores litúrgicos, religiosos e eclesiásticos, o que não pode faltar é o evangelho puro, a fé em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador, pois Ele é o caminho, a verdade e a vida. O evangelho tem uma ênfase universal, porquanto a sua mensagem é para o mundo todo. O que se aplica para um se aplica para todos. Mas os elementos culturais não possuem uma dimensão assim tão abrangente. Logo, devemos ter cuidado para não adulterarmos o evangelho de Cristo com os nossos valores sociais e culturais, por acreditar que todos precisam aceitar esses valores tão particulares e específicos de cada grupo, de cada comunidade, de cada povo e nação. A Igreja do Novo Testamento lidou com essa questão quando junto com o evangelho desejou levar também os costumes judaicos. Alguns acreditavam que os gentios deveriam ser cristãos judaizantes. Será que nos dias de hoje não estamos pensando em evangelismo e missões no sentido de termos cristãos que estejam de acordo com os nossos valores culturais? Lembro-me de ter visto em um noticiário de televisão a respeito de um trabalho missionário que era realizado numa tribo indígena em que os obreiros levaram para os novos crentes o paletó e a gravata. Será que os índios se tornaram mais crentes por causa da inserção do paletó e gravata em suas práticas religiosas? E nós? O que estamos levando para as pessoas? Temos levado o evangelho de Cristo ou a nossa cultura? Só o evangelho de Jesus Cristo salva. Os nossos conceitos, hábitos ou costumes não transformam a vida das pessoas para a vida eterna com Deus. O mundo precisa do evangelho eterno. A cultura pode passar, mas o evangelho é sempre o mesmo. Como disse John R. W. Stott: " O evangelho não mudou com o passar dos séculos. Seja pregado a jovens ou a velhos, no Leste ou no Oeste, a judeus ou a gentios, a pessoas cultas ou a ignorantes, a cientistas ou a leigos, embora a sua apresentação possa mudar, a substância continua a mesma". (5) Que possamos ser sustentados e orientados por essa substância transformadora, isto é, o evangelho de Cristo.
Pr. Adriano Xavier Machado
(1) BOAS, Frans, Antropologia Cultural, tradução Celso Castro, 5ª edição, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009. p. 60.
(2) "Os 'hábitos alimentares' estão entre os elementos mais significativos na constituição de uma cultura". [DIAS, Reinado, Introdução à Sociologia, São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005, p. 53]
(3) LARAIA, Roque de Barros, Cultura, um conceito antropológico, 23ª edição, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009, p.45.
(4)WINTER, D. Ralph & HAWTHORNE, Steven C., Missões Transculturais _ Uma perspectiva bíblica, tradução de Carlos Siepierski e Márcio Loureiro Redondo, São Paulo: Mundo Cristão, 1987, p. 141.
(5) Stott, John R. W., A Mensagem de Gálatas, tadução de Yolanda Mirdsa Krievin, São Paulo: ABU Editora, 1989, p. 47.
O tema proposto é importante para nos ajudar a distinguir o que é o evangelho e o que são elementos culturais. Para começarmos a caminhada nessa direção, destacamos que o evangelho vem de Cristo Jesus, a cultura vem de um determinado grupo social. O evangelho é do Céu, a cultura é da terra. O evangelho é o mesmo em todo lugar, a cultura é diversificada. O evangelho é eterno e imutável, a cultura pode ser modificada com o tempo ou ainda mesmo morrer com a extinção de um determinado povo. O evangelho produz vida espiritual, a cultura simplesmente faz parte da vida humana. O evangelho pode influenciar uma cultura, mas a cultura jamais deve influenciar o evangelho. Jesus no seu tempo viveu como um judeu, não como um grego, romano ou chinês. Ele se fez carne e cresceu segundo os costumes do seu povo. Usou a mesma vestimenta, aprendeu a mesma língua, teve a mesma pele, enfim, viveu como um judeu. No entanto, sendo Ele próprio o evangelho encarnado, não ficou amarrado ou sufocado por sua cultura. Ele viveu a cultura judaica até o ponto de não prejudicar a sua missão, o seu caráter e a sua intimidade com o Pai. É isso que precisamos aprender nos dias de hoje. Howard A. Snyder comenta: "A Bíblia apresenta a Igreja no meio da cultura, lutando para ser fiel, mas algumas vezes corrompida por alianças, contrárias à sua natureza, com o paganismo e o legalismo judaico. Na Bíblia o lado terreno e o lado celeste da Igreja se encaixam perfeitamente dentro de um todo e não nos deixam com duas igrejas incompatíveis ou com uma ideia da Igreja dividida em dois níveis diferentes". (4)
A Igreja luta para ser fiel, mas, às vezes, é corrompida pela cultura. Por isso temos visto em igrejas manifestações culturais sendo consideradas como algo integrante ao evangelho de Cristo, corrompendo, assim, o próprio evangelho de Cristo. Tais manifestações culturais, muitas vezes, originam-se no próprio grupo eclesiástico ou denominação religiosa. O bater palmas, por exemplo, trata-se do evangelho ou de uma questão cultural? Os instrumentos que são usados dentro de uma igreja local dizem respeito ao evangelho ou a uma cultura própria de uma determinada região, povo ou nação? Pense nos diversos grupos étnicos espalhados na terra e tente responder por você mesmo essas perguntas. Decerto, em alguns lugares o bater palmas durante um culto não seria muito bem aceito. Por outro lado, em alguns lugares seria a coisa mais certa a fazer. Com relação aos instrumentos, então, teríamos inúmeras considerações, devido a diversidade de instrumentos musicais dos muitos povos. Nessa variedade de expressões artísticas e musicais quem estaria certo? Aqui vale lembrarmos o que o escritor francês Michel Eyquem de Montaigne afirmou: "cada qual considera bárbaro o que não se pratica na sua terra." Parafraseando o pensador francês, cada crente acha estranho o que não se pratica em sua própria igreja ou denominação religiosa. Por isso há muita intolerância no ambiente eclesiástico. Quem não pensa igual é descartado. Quem não presta culto com um mesmo modelo litúrgico é desprezado. Isso vem se repetindo constantemente, pois na prática ainda não aprendemos o que disse Michel de Montaigne: "A qualidade mais universal é a diversidade."
Obviamente que uma prática ou um costume contrário ao ensino do evangelho tem que ser rejeitado. O evangelho não aceita a prostituição cultual, a poligamia, a adoração de ídolos, o suicídio ritual, o infanticídio de gêmeos e todas as práticas culturais que entram em choque com a vontade de Deus. No entanto, precisamos estar cientes que há certos valores culturais que não ferem os princípios do evangelho, que não prejudicam a nossa espiritualidade e que não fazem nenhuma diferença em relação ao Reino. Por conseguinte, não precisamos criar barreiras para a comunhão cristã com esses grupos diferentes, muitas vezes até mesmo de uma mesma denominação religiosa. Para estarmos unidos não precisamos ser iguais. Alguém já disse que "unidade não é uniformidade". Aliás, a própria unidade se explica com a diversidade. Apesar de sermos muitos, em Cristo somos um em propósito, fé, amor e santidade. Em Cristo as diferenças se completam. Em meio a uma grande diversidade de valores litúrgicos, religiosos e eclesiásticos, o que não pode faltar é o evangelho puro, a fé em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador, pois Ele é o caminho, a verdade e a vida. O evangelho tem uma ênfase universal, porquanto a sua mensagem é para o mundo todo. O que se aplica para um se aplica para todos. Mas os elementos culturais não possuem uma dimensão assim tão abrangente. Logo, devemos ter cuidado para não adulterarmos o evangelho de Cristo com os nossos valores sociais e culturais, por acreditar que todos precisam aceitar esses valores tão particulares e específicos de cada grupo, de cada comunidade, de cada povo e nação. A Igreja do Novo Testamento lidou com essa questão quando junto com o evangelho desejou levar também os costumes judaicos. Alguns acreditavam que os gentios deveriam ser cristãos judaizantes. Será que nos dias de hoje não estamos pensando em evangelismo e missões no sentido de termos cristãos que estejam de acordo com os nossos valores culturais? Lembro-me de ter visto em um noticiário de televisão a respeito de um trabalho missionário que era realizado numa tribo indígena em que os obreiros levaram para os novos crentes o paletó e a gravata. Será que os índios se tornaram mais crentes por causa da inserção do paletó e gravata em suas práticas religiosas? E nós? O que estamos levando para as pessoas? Temos levado o evangelho de Cristo ou a nossa cultura? Só o evangelho de Jesus Cristo salva. Os nossos conceitos, hábitos ou costumes não transformam a vida das pessoas para a vida eterna com Deus. O mundo precisa do evangelho eterno. A cultura pode passar, mas o evangelho é sempre o mesmo. Como disse John R. W. Stott: " O evangelho não mudou com o passar dos séculos. Seja pregado a jovens ou a velhos, no Leste ou no Oeste, a judeus ou a gentios, a pessoas cultas ou a ignorantes, a cientistas ou a leigos, embora a sua apresentação possa mudar, a substância continua a mesma". (5) Que possamos ser sustentados e orientados por essa substância transformadora, isto é, o evangelho de Cristo.
Pr. Adriano Xavier Machado
(1) BOAS, Frans, Antropologia Cultural, tradução Celso Castro, 5ª edição, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009. p. 60.
(2) "Os 'hábitos alimentares' estão entre os elementos mais significativos na constituição de uma cultura". [DIAS, Reinado, Introdução à Sociologia, São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005, p. 53]
(3) LARAIA, Roque de Barros, Cultura, um conceito antropológico, 23ª edição, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009, p.45.
(4)WINTER, D. Ralph & HAWTHORNE, Steven C., Missões Transculturais _ Uma perspectiva bíblica, tradução de Carlos Siepierski e Márcio Loureiro Redondo, São Paulo: Mundo Cristão, 1987, p. 141.
(5) Stott, John R. W., A Mensagem de Gálatas, tadução de Yolanda Mirdsa Krievin, São Paulo: ABU Editora, 1989, p. 47.
Lançamento do Livro em Seara
Na noite do dia 15 de maio de 2010 foi o lançamento do meu livro em Seara, SC: Conquistando as alturas com Deus. O Jornal FolhaSete esteve presente dando cobertura:
Conquista está nas alturas
O sábado, 15, foi especial para a comunidade de Seara, que teve a oportunidade de conhecer mais um escritor que nasce aqui, um filho adotivo do município que presenteia à cidade com um belíssimo trabalho: “Conquistando as alturas com Deus”, obra do Pastor da Igreja Batista, Adriano Xavier Machado. O livro tem conquistado leitores de diferentes regiões.
O lançamento com noite de autógrafos aconteceu a partir das 19h30, no Auditório Municipal João Furlanetto. Em entrevista ao FolhaSete, o escritor destacou que o livro representa uma conquista. “Por ter sido um longo sonho, que gerou muita expectativa, exigiu dedicação, trabalho e contatos com editoras. Também o incentivo dos amigos, das pessoas que leram no primeiro momento o original, que me encorajaram. Desta forma, entendo que não é uma conquista pessoal, mas de pessoas amigas que estiveram diretamente envolvidas com esse projeto”.
O propósito do trabalho, segundo o pastor Adriano, não foi meramente ver o projeto no papel. “O objetivo é compartilhar algo que possa gerar esperança, levar uma mensagem que possa, de fato, produzir fé nos corações, porque a gente sabe que muitas pessoas estão desanimadas, com sentimento de fracasso, derrota, e são tantas as dificuldades, lutas e desafios da vida. A palavra crise significa oportunidade. Então, entendo que, com toda a crise que há no mundo, no Brasil, crises psicológicas, econômicas, espirituais, seja o que for, creio que é uma oportunidade e procuro ver com esses olhos para estar apontando para o caminho, para uma luz, para motivar, elevar a fé das pessoas”.
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